Pages

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PEDAÇO


Olhando dentro de mim.
Percebo que falta um pedaço.
Um pedaço que em algum momento foi especial.
Que com o tempo tornou-se essencial.
E num passado próximo parecia vital.

Olhando dentro de mim.
Percebo que falta um pedaço.
Mas este pedaço nunca foi meu.
Desejei, busquei, tomei.
Fiz dele minha razão, meu coração, minha respiração.

Ele adoeceu,
Como câncer aos poucos.
Silenciosamente corroeu.
Corroeu o que era meu.
Fazendo-me dependente.
Por fim desapareceu.

Olhando dentro de mim.
Sinto uma imensa falta.
De um pedaço de mim.

E o pedaço que em mim falta.
Já não sei se é a falta.
Do espaço que era teu.
E que hoje sobra em mim.

domingo, 26 de dezembro de 2010

ATÉ QUE VOCÊ ME NOTE

Até que você me note.
Escondo-me.
Escondo-me atrás do meu olhar.
Tento disfarçar.
Disfarço tanto que me faço avesso, me desconheço.

Até que você me note.
Mantenho aparências.
Aparências enganosas, desastrosas, monstruosas.
Tento evitar.
Evito o que já vi, vivi e senti.
Evito a mim, evito a ti.

Até que você me note.
Faço me despercebido, desconhecido, esquecido.
Tento me ausentar.
Uma ausência forçada, para te fazer enxergar.
Que a cada dia eu fujo, tentando me fazer notar.




domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL - UMA VISÃO DAS ENTRELINHAS


A história do nascimento de Jesus é cheia de contradições sociais, religiosas e culturais, desde os ancestrais do Cristo, até o enredo que dá pano de fundo a história. Tais detalhes são imperceptíveis quando nos atentamos apenas a grandiosidade do nascimento, porém, Deus nas entrelinhas, tem mais a nos mostrar.

Israel em sua cultura religiosa esperava o Messias com um ditador militar, de linhagem nobre, forte e poderoso que iria destruir os inimigos de Israel e estabelecer o reinado de Davi para sempre, porém Deus escolhe outro pano de fundo para desenrolar essa historia. Podemos sem erros dizer que, Deus pensa fora da caixa e é ilimitado em sua maneira de agir, surpreendendo-nos, como alguém disse: usa as coisas loucas, vis e desprezíveis deste mundo para confundir as sábias. E nesta situação, ele quebrou com todos os paradigmas criados pelo homem, e que outrora, eram tidos como palavras de Deus.

A família de Jesus apesar de fazer parte da linhagem real, não era das mais favorecidas ou reconhecidas. Habitavam em Nazaré, uma cidade interiorana que sofria preconceito, pois diziam: “Pode sair algo de bom de Nazaré?”. Se analisarmos os seus ancestrais, veremos prostitutas, assassinos, adúlteros, pessoas das quais a Lei de Moisés dizia que não eram dignas de entrar no templo, realmente pecadores. E porque Deus os escolhe?

A sociedade israelita tinha preceitos morais muito bem estabelecidos e a situação em que Deus colocou Maria e José, foi das mais perigosas, havia risco de morte para ambos.

Maria uma jovem solteira, prometida a José, aparece grávida da noite para o dia. O que os religiosos locais e vizinhos pensaram? Qual o tamanho da vergonha que ela, e sua família sofreram? Com certeza ela não era a primeira mulher “desonrada” na cidade ou em Israel, mas quem acreditaria em sua história de que estava grávida do Filho de Deus, ou que fora visitada por um anjo? Porque Maria precisou ficar por seis meses na casa de sua prima Isabel? Será que tentaram apedrejá-la como ordenava a Lei?

Temos o lado de José que, logo sabendo da situação de Maria, cancelou o noivado. Com que cara José o “traído” saia para trabalhar, ia à sinagoga ou encarava sua família e amigos? Quais sentimentos ele experimentou nestes momentos de suposta traição? A mulher que amava o traiu, estava grávida de outro, que desonra para um jovem de cidade pequena. E apenas após a intervenção de um anjo, ele volta atrás na decisão de deixá-la, se casaram. E como justificar que (não) haviam tido relações sexuais antes do casamento? Como fugir das penalidades previstas na Lei de Moisés? Será que em algum momento ele não duvidou de toda a história?

Percebo Deus se aproximando ao máximo do homem, desde a concepção do Cristo, indo até os mais baixos sentimentos experimentados por nós, mas por quê?

O nascimento do Cristo era a esperança de Israel, e esta esperança os redimiria dos seus inimigos, como também, seriam redimidos, seu espírito e alma, dos inimigos interiores, de si mesmos. E, além disso, Deus redimiria também sua cultura, religião e vida cotidiana, que estava impregnada de regras humanas que os impediam de achegarem-se a Deus.

Deus realmente faz do nascimento do Cristo, um evento completamente alheio as regras e cultura israelitas, um escândalo, uma blasfêmia, porém uma realidade humana, vivenciada dia a dia, mas varrida e escondida em baixo do tapete, pela hipocrisia e vanglória humana.

Deus revela assim que o Cristo é para todos, e este é o verdadeiro sentido ou espírito de Natal – Há esperança para todos.

Não importa como está sua vida, se ela anda na direção dita como certa pela sociedade, se o seu passado é negro, se a sociedade te aceita com suas diferenças, ou se as leis humanas não te favorecem, há uma esperança!

A misericórdia ira triunfar sobre o juízo, a graça de Deus se manifestará salvadora sobre os homens, e todos poderão ser chamados de filhos de Deus, por meio de Jesus Cristo.

“Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade (...) o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz (...) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.” – Isaías 9.


Pense nisso!

sábado, 11 de dezembro de 2010

INVERSÃO DE VALORES



Ir a uma semana de Conferencia Apostólica ou Profética
R$ 50,00







Coleção de CDs da Banda Gospel mais "ungida" do momento
R$ 150,00











Bíblia de Estudos da Prosperidade Financeira
R$ 100,00









Receber oração com imposição de mãos do tele-evangelista mais famoso
Cair na "unção" ou ter outra manifestação estranha, mas sobrenatural
Em alguns lugares apenas R$ 1000,00







Passar uma tarde em um Hospital para crianças com câncer
levar um pouco de carinho, amor e alegria
e conseguir tirar um sorriso como este NÃO TEM PREÇO


Tem coisas que o dinheiro não compra.



Para todas as outras existem pessoas dizendo que Deus está nelas.
CUIDADO!

"Disse Jesus: Porque tive fome, e não me deste de comer, tive sede, e não me deste de beber; sendo forasteiro, não me hospedaste; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me (...) Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixaste de fazer" - Mateus 25:42, 43 e 45.

Pense nisso!

domingo, 5 de dezembro de 2010

SEREI PERFEITO, UMA ABSTRAÇÃO


Serei perfeito, sim serei perfeito!

O mundo já é cheio de imperfeições, não serei mais um, colocarei uma mascára, sairei nas ruas, escondendo o que sou, o que realmente sou.

Você quer o que é estático, monótono, não deixa-me pensar, vibrar, sentir, viver. Metade, quer-me pela metade. Quer viver, mas vive pela metade.


Você quer a beleza, a magreza, a futilidade,
o sexo permitido, o filho nascido, o beijo sem alucinação,
Quer o meu corpo despido de emoção.

Darei-te o que quer, o que procura,
Satisfarás com mentiras, viverás de fantasias, em um baile de ilusões,
Em um chão seguro de areia, em paredes sem construção.

Serei perfeito aos olhos do mundo,
perfeito aos teus olhos, mas estarei morto por dentro.

Seja perfeito! E torne-me escravo da tua perfeição.

Beije-me, abraça-me, toma-me como seu
Em sua perfeição verás que não serei mais eu
E sim uma aberração, uma abstração, um sem noção

Na tua ânsia por perfeição, fez-me imperfeição.


Em parceria com Magaly Monteiro - blog aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

MORE COKE - ONE TIME BLIND





Essa galera é muito boa e fazem um trabalho bancana de ensinar verdades espirituais por meio da dramatização. O que acho espetacular é a forma simples e engraçada de nos fazer pensar, sem peso e acusação.

Quer saber mais acesse:
http://www.onetimeblind.com/
http://twitter.com/#!/onetimeblind

domingo, 28 de novembro de 2010

O DEUS DAS MINORIAS

Há mais de um mês conversava com um amigo sobre o tema “minorias” não me lembro porque iniciamos a conversa, mas em dado momento disse: “Na Bíblia há tantas referencias as minorias, ao cuidado com elas, que não consigo imaginar Deus hoje, após a morte de Jesus por TODOS sendo leviano a ponto de punir e desejar a morte e o inferno para alguém.”


Sei que o assunto tratado na conversa era direcionado a uma minoria em especial e que nestas ultimas semanas voltou às telas da TV com os ataques a homossexuais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não vou mais uma vez abordar a minha opinião sobre o tratamento dado pelos cristãos aos homossexuais, vou apenas expor uma passagem de um dos livros de Philip Yancey que reflete o meu pensamento a respeito: “Aprendi que os cristãos ficam muito irritados com os que cometem pecados diferentes dos seus.”

O termo “minorias” diz respeito a determinado grupo humano e social que esteja em inferioridade numérica em relação a um grupo majoritário e que se caracteriza por aspirar um modo de viver próprio que a distingue do conjunto e que, de certo modo, a põe à parte. Uma minoria pode ser étnica, religiosa, cultural, lingüística ou apenas pessoas que podem estar fora dos padrões culturais estabelecidos e por isso são marginalizados. O termo não indica necessariamente que seus membros sejam perseguidos ou dizimados pelo grupo dominante, embora haja numerosos casos de perseguição a minorias durante toda a história.

Analisando a Bíblia logo em seus primeiros capítulos, podemos perceber o peso colocado sobre mulheres que não podiam engravidar: Saara, Rebeca e Raquel. A cultura da época tratava com indignidade mulheres que não cumpriam “o seu papel”, eram apontadas pela sociedade e tidas como motivo de desonra em sua família, e por isso, seu esposo poderia ter outra mulher.

Mais tarde vemos o povo de Israel escravizado pelos egípcios, a forma mais conhecida de perseguição a minorias. O livro de Êxodo relata que Deus via a aflição do povo e conhecia o seu sofrimento.

É notório que Deus sempre levou a bom termo o tema das minorias, tanto que as mulheres tiveram filhos e o povo foi liberto da escravidão. E ao estabelecer as Leis que regeriam Israel, Ele pede ao povo para lembrar-se da graça que alcançaram, e assim, tratasse com justiça o pobre, aos órfãos, a viúva, ao estrangeiro e aos servos. Todos deveriam ser alvos da mesma graça, e os dispenseiros desta graça deveriam ser os próprios homens.

Os leprosos, cegos, republicanos, simples mulheres, viúvas, prostitutas, órfãos e os pobres foram alvos do ministério de Jesus. Todos estes marginalizados, minorias das quais os religiosos não cuidavam, e por isso foram enfaticamente criticados por Jesus, ele disse: “Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos procedem no reino de Deus” – Mateus 21:31 - Aqueles que deveriam ser os dispenseiros do favor divino foram os que criaram leis e mais leis para subjugar as minorias, criando uma cultura de castas, machista, das quais alguns comentaristas bíblicos dizem que havia uma oração que dizia: “Obrigado porque nasci judeu e não nasci mulher.”

Durante toda a história percebemos que a religião teve grande importância na formação cultural da sociedade, sendo co-responsável por avanços maravilhosos e também por várias situações desagradáveis, ou melhor, desumanas, com àqueles que não se enquadravam em seus ensinamentos, muitas vezes deturpados e desprovidos de revelação e inspiração divina e muito mais pautado em tradições sócio-culturais.

Temos o conhecimento de punimentos de todos os tipos: físicos, psicológicos ou até mesmo penas de morte em nome de Deus e feito pela própria igreja, porém a ordem divina permaneceu a mesma, o Apostolo Tiago escreveu: “A religião pura e sem macula para com nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” [Noto que a preocupação com as minorias vem antes da preocupação com a santidade]

O que dizer da perseguição, escravidão e posterior destruição de sociedades indígenas, da escravidão dos negros, do Holocausto, o Apartheid e a perseguição aos chamados intocáveis na Índia. Onde estava a igreja? Como diz o dito popular: Quem cala, consente!

Mais recentemente e dentro das próprias igrejas podemos citar a discriminação aos divorciados, as mães solteiras e homossexuais. Alguém pode dizer: Mas são pecadores! Porém ecoa sem ser ouvida a voz de Jesus:

”O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar as pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor.” – Lucas 4: 18-19

“Não necessitam de médicos os sãos, mas sim, os doentes. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” – Mateus 9:10-13

O erro da igreja é se calar, colocar-se como julgadora ou como dona absoluta da verdade, ao invés de intervir como dispenseira da graça, manifestando misericórdia e amor, sendo guiada pelo mesmo sentimento de Cristo, o de servir. Se esquecem da exortação do Apostolo Paulo: “Cristo morreu a seu tempo pelo ímpio. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” – Romanos 5:6-8

A igreja precisa olhar para seus erros passados, para acertar seus passos hoje, precisa olhar para Martin Lutther King, Madre Tereza, Gandhi e Nelson Madela. Temos muito que aprender com eles, pois foram dispenseiros da graça de Deus quando a igreja se calou.

Precisamos lembrar que um dia, fomos minoria, e perseguidos sem causa pelo poderio de Roma, e assim cumprir a ordem dada por Deus a Israel: Lembre-se que foram estrangeiros no Egito.

Entendo que o papel da igreja é acolher os que foram “chamados para fora”, como fez o Samaritano, sejam quem for, e em qual situação estiver. Porém enquanto a igreja quiser converter as pessoas e moldá-las a sua própria cultura, não haverá espaço para que Deus transforme os corações e molde as pessoas a sua cultura que é a manifestação do seu amor.

“Ai não se faz mais distinção entre o grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, porque agora o que conta é Cristo, que é tudo em todos.” – Colossenses 3:11


Pense nisso!

domingo, 21 de novembro de 2010

LORD I GIVE YOU MY HEART




This is my desire, to honour You
Lord with all my heart I worship You
all I have within me, I give You praise
all that I adore is in You

Lord I give You my heart
I give You my soul
I live for You alone
Every breath that I take
Every moment I'm awake
Lord have Your way in me.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HÁ UM ANO


“Espero um amor simples, mãos dadas, pés descalços, selinho roubado ao por do sol. Quero um amor inocente, sorvete na praça, flores roubadas do jardim, refrigerante com um canudo só. Desejo um amor ardente, palavras no ouvido, mãos apressadas, respiração que não acompanha o coração. Dançar na chuva, serenata na janela, um bilhete com declaração.”


Ao ler as palavras acima, lembro-me de um comercial da boneca Barbie que dizia ao final: “O sonho de toda menina”, porém, acredito ser este o sonho de todos – homens e mulheres; Sim! Todos querem viver um sonho de amor. Quem não se emocionou com a estória de Tomas J. e Vada no filme “Me primeiro amor” (My Girl – 1991), porém, a vida imita a arte ou vive-versa.

O texto acima foi escrito por um homem comum, que como tantos outros, estuda, trabalha, tem amigos, se diverte, acredita em Deus, vive, e sonha em viver uma história de amor. Ele anseia por aquilo que é belo, virtuoso, inocente, deseja simplesmente um amor, embalado por lindas poesias e canções.

Cristão atuante na igreja desde a infância, pastor – teve durante toda a vida apenas três relacionamentos. Esperava viver o amor que descreve no texto e enquanto ele não vinha, colocava todo este amor a disposição dos amigos e tinha prazer nisso – “amar ao próximo como a si mesmo” - porém, sofria a espera sozinho.

Utopia? Acredito que não.

Há um ano, após negar por outros dois, descobriu estar apaixonado. O amor nasceu de uma amizade sincera, honesta, de cumplicidade, empatia, preocupações, intermináveis conversas ao telefone, gosto pelo mesmo time de futebol, sorrisos e gargalhadas por piadas sem graça – coisas de amigos – o sonho parecia estar se realizando, mas havia um detalhe.
Foi um período difícil – a descoberta, a aceitação, o medo de perder o que já tinha e que era tão bom e a esperança de que pudesse ficar ainda melhor: sonhava com os beijos, abraços e tudo o mais que um amor pode nos dar.

Parecia que ele entraria em depressão, ficou confuso, chorava muito, pois não sabia o que fazer. Na pressão dos pensamentos, da culpa, do medo, da vontade de amar intensamente decidiu contar para o irmão, depois para a mãe.

Melancolia foi o que deu lugar a alegria que tinha. Para não morrer aos poucos, e na ânsia por desabafar e estancar a dor, passou a escrever. Escrevia sobre um amor platônico, dolorido, sofrido e impossível. Palavras belas, mas carregadas de dor. A dor da perda, sim!

Um ano depois, ele ainda sonha, se apaixona, deseja, espera, mas...

Dizem que seu amor é proibido, pecaminoso, quando falam sobre ele colocam a mão na boca, sussurram ao pé do ouvido. Algumas pessoas sentem nojo, ódio, repreendem, discriminam, agem com violência física e psicológica.

Mas tudo o que ele deseja é amar e ser amado. Que mal terrível há nisso?

Dizem que é amaldiçoado, abominável. Já ouviu religiosos dizerem que quem ama assim, não podem ser considerados cidadãos, que temos que manter distância, e alguns mais arredios dizem que Deus reservou para eles o inferno.
Mas Deus é amor, ele acredita, e se questiona: Porque seria contra alguém que quer simplesmente amar?

Ele não encontrou respostas e nem a cura para sua dor, para o medo de novamente se apaixonar e não saber novamente o que fazer. Não sabe se terá forças para resistir ou mesmo para se entregar, mas não desistiu de amar.

Gay? Ele diz que não...apenas um homem que quer amar.

Na dúvida, ele permanece a sonhar, a amar, a sentir intensamente, a sofrer....e diz: É para ter o que escrever por mais um ano.

Homenagem ao amigo que amo tanto.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VONTADE - II



Eu tive vontade....Ah! Sim, tive vontade.
Vontade de mudar, de mostrar ao mundo um outro eu.
Mostrei, me escondi, mascaras usei, tive vontade.

Vontade de xingar, xinguei! Uma vez, um palavrão, vontade.
Vontade de sorrir, sair, curtir, viver.
Vontade de sofrer, me isolar, escrever.

Ah! Sim. Vontade de morrer.
Vontade essa que não alimentei, morreu.



Vontade de chorar, segurei.
A vontade voltou, chorei.
Ah! Sim. Como chorei, um rio de vontades.

Vontade de amar, amar, amar...me apaixonei.
Um homem, sim; uma mulher, talvez.
Simplesmente me entreguei, vontade.

Vontade, vontade, vontade,
Vontade de voltar,
Acertar onde errei,
Errar mais uma vez.

Vontade de acertar,
Ah! Sim. Vontade,
Vontade de avançar, de mudar, correr riscos, inovar.

Vontade, vontade, vontade,
Apenas mais uma...
Vontade.

sábado, 6 de novembro de 2010

ONDE DEUS ESTÁ?

Essa é uma pergunta que intriga a humanidade: Onde está Deus?
Porque ele não se revela? Porque não mostra a cara?

Os religiosos ficam aqui na busca constante de provar sua existência, os ateus em provar sua inexistência e muitos outros nem se preocupam com isso. Caso se mostrasse, todos se renderiam a Ele, e findariam as falsas doutrinas, as falsas religiões, os falsos deuses, muitas perguntas seriam respondidas e o mundo estaria a salvo.

Mas porque parece que Deus tem o prazer de fazer essas confusões? Será que se alegra com a dúvida humana? Seu divertimento são as guerras “santas” que essa dúvida causa? Se ele apenas respondesse essa única pergunta: Onde estás? Certamente faria do mundo um lugar melhor.

Onde está Deus quando acontece um terremoto? Onde está quando milhares morrem de fome ou de AIDS na África? Onde está quando uma criança é violentada em sua inocência? Onde está quando uma mãe está desesperada vendo seu filho morrer num leito de hospital? Porque não se revela nestas horas? Não precisa necessariamente impedir o fato, mas amenizaria a dor. Onde estás? A incerteza de que nos receberá em outro lugar, nos deixa ainda mais desesperados.

Vemos na Bíblia a história de Gideão, um moço pobre e que sofria com seus vizinhos que sempre roubavam a sua plantação, bem perto da época de colheita. Certo dia, ele teve a idéia de colher o fruto antes, evitando assim o assalto. Enquanto guardava a sua colheita, murmurava em seu coração: Onde está Deus? E neste instante um anjo apareceu e o saldou dizendo: Deus é contigo! Então Gideão, indignado logo respondeu: Se o Senhor é comigo, por que me sobrevêm tudo isso? O que é feito de suas maravilhas que nossos pais nos contaram. Porém agora o Senhor nos desamparou. (Juizes 6:11-13)

Desamparados, é este o sentimento que temos, aquele ditado “Cada um por si, e Deus para todos” não nos faz mais efeito, a sensação é de estarmos sozinhos, assim como Gideão.

Porém há muito tempo Deus deixou de intervir diretamente na vida do homem por meio de sinais extraordinários.

Philip Yancey em seu livro “Decepcionado com Deus” discorre sobre a maneira como Deus foi se afastando de manifestações sobrenaturais “espetaculosas”, fica muito claro durante toda a Bíblia que elas não produziam a fé e o amor que Ele tanto queria do homem. Uma das ultimas cartadas de Deus para se revelar ao homem foi por meio de Jesus Cristo, e ainda assim, a Bíblia é enfática quando diz que “não o reconhecemos”.

O verbo se fez carne, habitou entre nós, cheio de graça e verdade, diz o evangelho de João, porém o profeta Isaías revela que nós olhando para ele, não vimos nenhuma beleza que nos atraísse, o rejeitamos e desprezamos como homem de dores, como homem de quem escondemos o rosto com descaso.

Porém, na dispensação da Igreja, é por meio de pessoas que Deus quer se revelar – somos o seu corpo - por meio do Espírito Santo, Deus se faz Emanuel – o Deus conosco.

Deus não está mais no céu ou em um templo em Jerusalém, distante e inacessível, mas dentro de homens imperfeitos, vivendo e se revelando, como o Apóstolo Paulo declara em uma de suas epístolas, é “a excelência do poder, dentro de vasos de barro”.

Deus hoje está, onde há alguém que ama o próximo como a sí mesmo, se revela por meio de atos de misericórdia e compaixão de um homem para com o outro. Sua cara? É a sua cara, a minha cara...são nossos sorrisos, nossas lágrimas, nossos atos.

Como cristãos temos essa responsabilidade: o mundo vê Deus por meio de nós! Somos suas mãos, seu pés, seus olhos, sua voz e principalmente SEU CORAÇÃO.
Não importa para Deus quantas pessoas você levou para o templo, não importa para quantas falou da Bíblia, e sim, para quantas você O revelou, ou melhor, quantas você AMOU, por que Deus é AMOR.

Onde Deus está? Procure na pessoa mais perto de você.


Pense nisso!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EU, O TEMPO E O VENTO


Quero calar o vento,
E o tic-tac do relógio e assim parar o tempo.

Me desligar do mundo,
E enlouquecer com o meu próprio interior.
Desconhecer o que por mim é conhecido,
E desbravar terras longínquas e obscuras da minha’lma.

Abrir os olhos para o infinito,
E me perder na imagem de mim mesmo.
Estar ausente por um instante daqui e de acolá,
Estar num mundo que é só meu, que só eu posso conquistar.

Sentir o que nunca senti,
Sofrer, sorrir e chorar,

Odiar, amar,
Me preparar para ser forte quando tudo isso passar.

Passar...é tempo, é vento, é mundo...
E eu? Não sei!
Sem tempo e sem vento, não pude descobrir.

O INSUSTENTÁVEL PRECONCEITO DO SER

Era o admirável mundo novo!
Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado!
Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....

De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.

Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.

O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos."


Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim: 'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).

Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra, os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".

Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social!

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!

Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:

-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:

- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia...

Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo:


"O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".

Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:


-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:


-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.


Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN

sábado, 23 de outubro de 2010

CRY OUT TO JESUS

Cry out to Jesus

Para todos aqueles que perderam alguém que amam
Muito antes de ser sua hora
Você sente que os dias que teve não foram suficientes
Quando se diz adeus

E para todos aqueles com aflições e dores
Que estão retornando para suas vidas
Você crê que não há nada nem ninguém
Que possa melhorar isso

Há esperança para aquele sem esperança
Descanso para o cansado
Amor para o coração partido
Há graça e perdão
Compaixão e cura
Ele irá lhe encontrar onde quer que você esteja
Clame por Jesus, clame por Jesus.

Para o casamento que está esforçando-se para se manter
Eles perderam toda sua fé no amor
Eles fizeram tudo que puderam para consertar isso
Ainda assim não foi suficiente

Para aqueles que não podem quebrar seus vícios e correntes
Você tenta deixar, mas você volta
Apenas lembre-se que você não está sozinho em sua vergonha
E seu sofrimento

Quando sua solidão
E isso parece ser o mundo inteiro caindo sobre você
Você apenas consegue,você apenas clama por Jesus
Grita por Jesus

Para a viúva que se esforça estando sozinha
Limpando as lágrimas de seus olhos
Para as crianças por todo o mundo que não tem casa
Orem esta noite

sábado, 16 de outubro de 2010

MENINO - HOMEM


Olhar de menino, alma de gigante.
Se acha pequeno neste mundo grande.

Quer tudo em excesso e não sabe esperar,
quer tudo em excesso e não sabe o que quer.

De olhar penetrante e sorriso apaixonante,
de dúvidas gritantes que não sabe expressar.

Quem é você, menino-homem?
Atrai, apaixona, seduz e brinca.

Quem é você?!
Morde os lábios, sorria e diga:

Seu melhor desejo, seu anseio, seu sonho.
Sou seu menino, seu amor, seu homem.

domingo, 10 de outubro de 2010

CASAMENTO GAY

A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seus artigos 1, 2 e 3 diz que:

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Já o artigo 5º da Constituição Federal diz que:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

E então ouvimos declarações como estas:

“Eu nunca vou celebrar casamento de homossexual, nunca! Podem me prender, podem me processar, podem me matar. Nunca vou celebrar. Por que a igreja não quer, por que Bento XVI também não quer, e eu estou com Bento XVI, estou com a igreja” – Padre José Augusto – Canção Nova – via Youtube.

“Você é a favor dessa lei, você é a favor de se privilegie esse grupo, então vote nos deputados e nos senadores que são a favor do casamento homossexual. É um direito seu. Você é cidadão. Se é isso que você quer para a sociedade, então vota nisso. Você é contra isso, você é contra leis para colocar os grupos homossexuais como cidadão de primeira classe? Então olha bem nos candidatos que você vai votar.” – Pastor Silas Malafaia – Programa Vitória em Cristo – via Youtube.

Porém no mesmo artigo 5º da Constituição, no parágrafo VI, diz:

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

Temos aqui duas situações, a primeira: A lei de normas e condutas dos Cristãos é a Bíblia, e a Constituição garante a liberdade de culto, por isso, o governo não pode em hipótese alguma obrigar que as igrejas realizem o casamento “religioso” de casais homossexuais, caso está pratica não seja aceita nos dogmas ou doutrinas desta igreja. Já temos visto muitas delas adotando esta prática, mas no Brasil este número ainda é insignificante. A segunda situação, é que a igreja por sua vez, não pode obrigar a sociedade a viver de acordo com suas regras morais, uma vez que o Brasil é um estado laico, sendo neutro em relação à questões religiosas.

Como cidadãos através do voto, elegemos representantes que irão defender nossos interesses – sejam estes quais forem. Porém infelizmente, no discurso dos dois religiosos – caso tenha a curiosidade de assistir na integra – podemos perceber, não uma forma de doutrinamento dos seus fiéis, baseando-se nos ensinamentos de Jesus, mas a manipulação barata de votos contra um partido, que defende a união de casais homossexuais.

A frase de Silas Malafaia deixa claro o preconceito contra a minoria homossexual: “ você é contra leis para colocar os grupos homossexuais como cidadão de primeira classe” – Quem disse que homossexuais são cidadão de segunda ou terceira classe? A Bíblia deixa claro que Deus colocou todos os homens debaixo do pecado, para que não houvesse privilégios ou distinção - Ele não faz acepção de pessoas.

Já o Padre José Augusto diz que não celebra o casamento por que a igreja não quer, por que o Papa não quer.

E Deus, o que Deus diz a esse respeito? O que será que Ele quer?
Acredito que Jesus agiria como no vídeo a seguir:




“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” – Romanos 13:8.
Pense Nisso!

sábado, 2 de outubro de 2010

IGREJA X MESA DE BAR


“Ele me falou de pessoas que provaram a rejeição e vêem a igreja como um lugar que enfatiza as falhas delas. Quando convido meus amigos, eles não se sentem bem na igreja. Sentem-se deslocados. Na opinião deles, as pessoas que vão a igreja são muito unidas. Elas se vestem bem, têm família e emprego. A vida delas funciona. Nossa vida é uma confusão. Preferimos ficar sentados de jeans e camiseta, fumando um cigarro ou tomando café e sendo completamente sinceros uns com os outros.” - Trecho do Livro: Pra que serve Deus – Philip Yancey – capitulo 9 pag.231 e 232.


É engraçado como algumas situações se tornam tão familiares, conheço muitas pessoas que se sentem assim em relação à igreja, e quando li, também me identifiquei.

Infelizmente a Teologia da Prosperidade e a Confissão Positiva, doutrinas disseminadas na maioria das igrejas evangélicas, ensinam as pessoas a “profetizar” dizendo: “Tudo vai bem!” por que um crente precisa andar de “glória em glória e de vitória em vitória”, sua vida tem que funcionar, você precisa “estar em cima e não embaixo”, tem que “ser cabeça e não calda” e se as coisas não vão bem, por qualquer motivo, é sinal “evidente” de pecado oculto, maldição hereditária, falta de fé, etc. O que impulsiona a pessoa a declarar que “está tudo bem” para não ser excluída do grupo ou mesmo levantar suspeitas de pecados, criando quase que como numa produção em série, pessoas condicionadas a fantasiar uma vida que não possuem.


Esse ambiente de hipocrisia, onde as pessoas não falam e não se comportam com sinceridade, criado para manter uma aparente imagem de BEM–AVENTURANÇA foi enfaticamente criticada por Jesus, pois, afastam aqueles a quem a igreja verdadeiramente deveria acolher. Porém quando estamos inseridos e acostumados a “tapar o sol com a peneira”, não percebemos o quanto este ambiente pode ser nocivo, para nossa saúde espiritual e psicológica. Nicodemos demorou a perceber a lição que Jesus estava lhe dando sobre “ser uma nova criatura”.


Lendo os evangelhos e as cartas dos apóstolos, me deparo com outra realidade, uma realidade de acolhimento aos marginalizados, de comunhão com os humildes, com os fracos, com aqueles que a vida estava uma confusão, cercados de pecados e que aceitaram um caminho diferente a trilhar, acreditando no EVANGELHO e não em soluções mágicas, imediatistas e com resultados superficiais.

Jesus declarou que “são os doentes que precisam de médicos” e que “não veio chamar os justos e sim os pecadores ao arrependimento” e ainda que “os céus fazem festa por um pecador que se arrepende, mais que por 99 justos que não necessitam de arrependimento”.

Quem está inserido na igreja, fica chocado quando ouve de pais espancando os filhos ou a esposa, adolescentes grávidas, adultérios, divórcio, roubos, corrupção, mentiras ou pessoas sofrendo de depressão ou algum distúrbio psicológico causado por pressão, estresse ou trauma. Foram sugestionadas a acreditar que a igreja é o “mundo de Alice – UMA MARAVILHA” quando a realidade é outra. As aparências enganam, mas o que está no interior um dia chega à superfície. E a causa dessas coisas nunca é tratada, são acobertadas, não há abertura para se falar de conflitos interiores, exporem dúvidas e sentimentos contrários ou situações complicadas que envolvam vícios ou mesmo assédio. A palavra de ordem é a vitória em todas as áreas. E colocamos a realidade da vida em baixo do tapete, por que é mais fácil ter pessoas bem vestidas, aspirando uma vida exemplar, com carros do ano, conta bancária no azul e declarando vitória, que um bando de pecadores confessos buscando mudança genuína de vida interior, como num encontro de Alcoólicos Anônimos.


Assim o ambiente que deveria ser de perdão, misericórdia, aconselhamento e apoio para mudanças interiores se tornam um ambiente de acusações e peso contra aqueles que não conseguem esconder suas verdades e sentem-se indignos da graça de Deus, pois não conseguem ser certinhos, santinhos e comerciais ambulantes de igrejas que acreditam ser o paraíso na terra.

Por este motivo, muitos estão deixando a igreja institucionalizada e procurando grupos menores, onde possam compartilhar sua vida em relacionamentos genuínos. Elas já não conseguem esconder quem são, não admitem mais tentar mentir para Deus, vivendo de aparências para manter um status valido apenas nesta terra. Não estão criando assim um novo modelo de igreja, e sim resgatando a sua essência:

“Membro de um corpo, ligados pelo Espírito, cooperando uns com os outros, em favor uns dos outros, para crescimento e aperfeiçoamento, até que todos cheguem à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” - porções de Coríntios e Efésios.

Mas não muito longe, há um grupo decepcionado com essa "manipulação" da igreja, e por isso, preferem uma mesa de bar e um copo de cerveja, pois lá encontram seus iguais e não são envergonhados ou acusados, porém ainda aguardam encontrar um ambiente onde possam compartilhar suas deficiencias e mais que isso, apoio para serem transformadas de dentro para fora.

Vamos lá?


Pense nisso!

sábado, 25 de setembro de 2010

ÚNICO


Não sei se você não pensa em mim
e se pensa tenta evitar.
Pois quando busco me aproximar
frustra qualquer caminho que posso tomar.

Sinto saudade daquela tarde,
saudade do teu abraço,
saudade do beijo ardente,
saudade de coisas que nem sei...daquilo que não provei.

Sinto saudade do único dia em que realmente me aproximei.

Em toda minha vida
este foi o único
mesmo que você não consiga acreditar.

A única tarde,
o único abraço,
o único beijo a que me entreguei,
o único dia de um sonho que provei.

O que sinto hoje?
Não sei explicar...
Sei que ainda não é amor...
É uma imensa vontade de amar.


David Santos - manhã de 25.10

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

POR UMA NOVA CIDADANIA - DIRETAS JÁ


Dias trás li o livro "Decepcionado com Deus - de Philip Yancey" escritor e jornalista norte-americano de que gosto muito. Neste livro ele trata do sofrimento que nos abate e, de como este sofrimento pode nos tirar a fé ou fortificá-la. Mas não é sobre fé que quero falar, e nem sobre um sofrimento causado por uma fatalidade da vida, como um acidente, doença, separação, etc; e sim sobre a falta de FÉ que nos abate num contexto político.

Os escritores biblícos deixam claro que a manutenção da sociedade, depende muito das ações das pessoas. Tiago - o irmão de Jesus - escreve em sua epístola que a verdadeira religião é "cuidar do orfão e da viúva em suas dificuldades, e guardar-se da corrupção". Se é religião, esta diretamente ligada às pessoas e não ao Estado. E isto, está longe de ser uma obrigação apenas de cristãos, ou pessoas de fé como Madre Tereza ou Luther King, mas, é uma obrigação de todo ser humano.

É sabido que o termo "cidadão" é conhecido antes mesmo do nascimento de Cristo, derivado do Grego antigo e que referia-se ao indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e decisões politicas e isso envolvia todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade: direitos e deveres.
Quem não exercia a sua cidadania era marginalizado, ficando numa posição inferiorizada e até mesmo excluida dentro do grupo social. E neste exercício da cidadania surgiram os grandes pensadores da antiguidade - Socrates, Platão etc.

Percebe-se que o bem-estar individual e coletivo dependia da decisão de todos, de onde surgiu a democracia - o povo expressando sua vontade a respeito de determinado assunto, por meio de voto ou pela eleição de representantes que tomam a decisão por eles.

Eu era uma criança, mas me recordo em flashs as imagens da chamada "Diretas Já", o povo querendo exercer sua cidadania, a luta pela conquista da democracia. O povo brasileiro não queria ficar comos os gregos antigos que não exerciam o seu papel - marginalizados e excluidos da vida social - queria ser e ter voz ativa, e assim decidir os rumos do pais e da sociedade. Mas 27 anos depois parece que voltamos a estaca zero.

O que pensariam Socrates e Platão ao ver nosso horário eleitoral, ou ainda, o quão indignados ficariam com nossos debates políticos, onde não há debate de idéias para um fim proveitoso e coletivo, e sim, apenas acusações e exposição interesseira da porcalheira que é a vida privada de alguns dos nossos futuros representantes.

Infelimente hoje, as pessoas não têm este conhecimento histórico que nos remetem a importância do voto, da democracia, da cidadania, e que motivava os gregos a se engajarem naquilo que diz respeito ao bem-estar-comum e este engajamento acarretou uma revolução socio-cultuaral no berço da civilização, determinando o curso da história da humanidade.

E o que isso diz respeito a nós?

A cidadania, mais do que o exercício da democracia é o engajamento do individuo nas coisas da cidade, visando o bem coletivo. O que nos remete ao que Tiago disse, cabe a nós também fazer algo, não apenas aguardar pelos representantes.

Por uma nova cidadania, precisamos de uma revolução - uma nova "Diretas Já" - irmos para as ruas por uma nova consciência-política-individual, de que EU faço parte dos resultados obtidos, se a sociedade está como está, é porque EU como cidadão, não estou levando a sério o âmago desta palavra.

Podemos nos engajar em ONG's ou outros projetos assistenciais, ou simplesmente não jogar lixo nas ruas, ou não comprar coisas contrabandeadas, ao invés de apenas reclamar que ninguém faz nada e que ninguém está olhando.

Não desperdice o seu direito a cidadania e a democracia, conquistados com o labor de grandes pensadores e com a morte de algumas dezenas durante a luta pela democratização do país. Não faça da politica um circo, com espetáculo de palhaços, artistas pop ou bailarinas. Conscientize-se de que você pode fazer parte de uma nova revolução socio-cultural que pode mudar o rumo da humanidade, nem que seja a SUA HUMANIDADE.

Como disse um pensador do nosse século: "Seja a mudança que você quer no Mundo".



Pense Nisso!


Texto meu para o Blog Questionando a Verdade.

domingo, 19 de setembro de 2010

POR FAVOR...NÃO ME CHAME!


Não me chame para participar de campanhas, atos proféticos, mapeamentos territoriais, propósitos ou coisas similares a esta, cujo objetivo é barganhar e não adorar;

Não me chame para fazer orações determinando e ordenando a benção em “o nome de Jesus” e que não fazem Dele Senhor, mas FORNECEDOR;


Não me chame para falar mal de pastores, ministérios, zombar ou criticar, sem, no entanto, nada acrescentar;

Não me chame para fazer parte de grupos religiosos sectários;

Não me chame para correr de lá para cá atrás de moveres, conferencistas e inúmeros ventos de doutrina;

Não me chame para crer mas não pensar;

Não me chame para ser massa de manobra ou curral eleitoral para eleger pessoas interessadas em proteger seus feudos e não expandir o Reino;
Não me chame para coar o mosquito e engolir o camelo;

Não me chame para fazer de usos e costumes regras de fé e prática;

Não me chame para validar coisas que tão somente a “igreja” proíbe, mas a bíblia permite;

Não me chame para estender a mão e dar o pão ao próximo com o único intuito de praticar proselitismo e não exercitar o puro e simples amor ao próximo;

Não me chame para viver minha fé como se estivesse num gueto e não no Reino que é Dele e permeia todas as coisas;

Não me chame para julgar, sentenciar, reprovar e excluir os pecadores do Reino que a eles foi dada preferência; [Mateus 21:31]

Não me chame para mostrar a superioridade dos “ungidos” do Senhor;

Não me chame para praticar bibliomancia ou consultar “profetas” que mais parecem cartomantes gospel;

Não me chame para aplaudir manifestações espirituais caricatas – em bom evangeliquês: retetés e riplaplás – mas que em nada transformam;

Não me chame para falar evangeliquês;

Não me chame para falar em nome Dele, brigar em nome Dele, mas nem sequer tentar amar como Ele;

Não me chame para reformar o irreformável;

Não me chame para restaurar o irrestaurável;

Não me chame para recuperar o irrecuperável;

Por favor, não me chame!

Mas se for para tentar viver a simplicidade do evangelho puro e verdadeiro, cristocêntrico e sobretudo relacional, por favor ME CHAME!
Pense Nisso!

Roberta Lima - Blog Menina do Reino

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ONE NIGHT WITH THE KING





Uma noite com o Rei
Muda tudo, Eu sei!
Um noite em sua mansão
pode mudar tua direção.
Um momento em sua presença
mudará toda a sua aparência.

Uma noite com o Rei, muda tudo eu sei!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

VONTADE


Hoje eu acordei com uma vontade louca de dizer: Te amo!
Falei ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Ao silêncio, aos raios de sol, ao canto dos pássaros e também as cores da borboleta.
Também falei à água quente do chuveiro e para o frescor do sabonete.
Ao sair do banho a primeira coisa que disse foi: Eu te amo, ao cheiro de café feito na hora e também a manteiga derretendo no pão quente.

À paisagem que encontrava e até mesmo as coisas que às vezes não gosto como a lotação do metro.
Ao meu trabalho, à hora do almoço, ao retorno sonolento para mais quatro horas.

A tudo e todos que encontrava: jovens, idosos e crianças. Eu dizia: Eu te amo!

No final de um longo dia, exausto, cai no sofá e lembrei de algo que me desesperou.
Ao olhar-me no espelho pela manhã, esqueci de dizer a mim mesmo:
Eu te amo!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

NÃO ME TIRA DO PENSAMENTO


As andorinhas nos céus conhecem as estações,
a maré chega na hora certa,
a neve sempre cobre as montanhas elevadas,
mas os seres humanos não se parecem a qualquer outra coisa na natureza.
Deus não pode controla-los.
Por outro lado, ele é incapaz de simplesmente deixá-los de lado.
Ele é incapaz de apagar a humanidade de seu pensamento.

Pense nisso!


Philip Yancey no Livro "Decepcionado com Deus"

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PARA QUE SERVE DEUS


Segunda-feira 06.09 - São Paulo recebeu Philip Yancey para o lançamento mundial de seu novo livro: Para que serve Deus - Em busca da Verdadeira Fé.
E eu estive lá...





No teatro Eva Herz na Livraria Cultura em São Paulo, aproximadamente 170 pessoas prestigiaram o famoso Jornalista e escritor Philip Yancey, enquanto algumas dezenas esperaram do lado de fora.




Philip contou o que o motivou a escrever o livro e ainda algumas histórias nele contidas, em uma hora de palestra, nos fez rir, aplaudir e refletir: Para que serve Deus?

Abaixo algumas frases do autor durante a palestra:

"Como jornalista é que pude perceber o quão Deus é bom!"

"Não temos que nos preocupar em saber onde Deus esta, mas m fazer com que o mundo saiba a respeito do amor de Deus."

"Nós que temos liberdade de culto, não podemos nos esquecer de orar pelos irmãos que são perseguidos no Oriente Médio."

"Oro para que o Livro - Para que serve Deus - alimente esperança de que Deus pode mudar o Mundo."

Algumas fotos:







Além da honra de poder ouvir Philip Yancey, autor que admiro, tive o privilégio de conhecer o Bispo Walter MacAlister que fez a tradução da palestra e o Jean Francesco do Blog Outra forma de Pensar.

Foram 60 minutos ótimos.

Abraços.

domingo, 5 de setembro de 2010

REFLETINDO SOBRE A FÉ


Deus, porque é tão difícil acreditar em sua existência? Todas as coisas que existem são palpáveis, vistas e sentidas. O sol, seu calor, sua cor. As pessoas, sua voz, seu toque, e seu cheiro. E porque somente você, o Ser Supremo, Àquele que a tudo criou, não podemos ver, pegar e nem sentir? Qual é a sua cor, seu cheiro? Como é o seu toque, sua aparência?


Alguns dizem que sentem Deus, mas o que sentem são arrepios, calor, frio, vontade de rir, chorar, paz, etc; sensações como estas, temos com qualquer outra situação em nossa existência.

Deus, porque é tão difícil entender sua graça? Acreditamos no “Aqui se faz, aqui se paga”. Adoramos o “Olho por olho, dente por dente”. Para ir pro céu temos que ser bonzinhos, bonitinhos, certinhos. Queremos fazer por merecer, a recompensa é o nosso lema.

Ai o senhor vem e nos diz: Isso não vem de vós, das vossas obras ou forças, é um Dom que Deus dá graciosamente!

Deus, não compreendo o seu amor incondicional. Aqui amamos por que é bonito, agradável, tem dinheiro, está na moda, e que nos atrai; são condições para que algo seja amado. Amamos o outro porque nos faz feliz e quando não nos satisfaz mais, deixamos de amar.

E o Senhor nos diz que o amor tudo suporta!

Deus, como receber e dar perdão? Como perdoar um serial killer, que matou tantos inocentes? Permitir que viva em sociedade de novo só por que diz que mudou de vida, ou por que aceitou uma religião. Quem me garante?

Como aceitar o seu perdão, se para mim, nada fiz de errado? Seria atestar que acredito que haja pecado, mas essa conversa é passado, caiu em desuso. Sei que faço coisas erradas, mas merecer o inferno, acho demais. E se errei, foi tentando acertar.

E então, nos ensinou a orar: Perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos os nossos devedores.

Deus, como posso dizer que tenho fé? Se não consigo nem mesmo acreditar na sua existência, entender sua graça, compreender seu amor e receber seu perdão.

Pense nisso!

domingo, 22 de agosto de 2010

TEU OLHAR


Eu te amo por que quando você me olhava,
era como se nada mais existisse e eu não precisasse me esconder.
Agora você não me olha, tudo existe e continuo a me esconder,
Mas descobri que o amor que sinto não era por você,
mas pelo teu olhar, que me fazia livre e sem mascaras.

Ah teu olhar, teu olhar que me encanta e enlouquece.
Me desnuda, me mostra, te eterniza em mim.
Ah teu olhar, teu olhar!
Espero o dia em que possa desta prisão me libertar.

Será mesmo que quero me libertar?
Viver sem teu olhar a me seguir?
Será que não é ele que me sustenta e me encoraja?

Essa dúvida precisa acabar.
É ela que me tranca, que me derruba, me tira as forças.
E volto a lembrar:
Eu te amo por que quando você me olhava....
Eu deixava de existir por mim, e vivia por você.


David Santos e Magaly Monteiro

ESPINHOS


O amor é algo tão belo, mas machuca quando queremos a qualquer custo. É como pegar uma rosa de maneira impulsiva, sem pensar nos espinhos.
David Santos no @Poetizando

Escrevi a frase acima pensando de forma poética sobre o amor, mas precisava escrever para o Blog e não estava muito inspirado. Pensar sobre o amor Eros ultimamente, tem me deixado entristecido, até melancólico e me impede de deixar o coração aberto para ouvir algo de Deus ou me inspirar nEle. Mas relendo várias vezes a frase, notei que ela é bem mais espiritual que temporal, Refletindo bem o amor que Deus tem por nós.

Após criar o universo, os mundos e tudo o que neles há, apenas com a palavra de sua boca, Deus decidiu brincar com a terra, como uma criança na praia a fazer castelos de areia. E com o pó da terra, Ele modelou o homem, esculpindo-o com perfeição, pensando em cada detalhe e, depois como num beijo, soprou em suas narinas o fôlego de vida, seu Espírito, nossa respiração. Fazendo do até então simples boneco de areia, uma alma animada, viva, Sua imagem e semelhança e digno de todo o seu amor.

De repente aquele boneco de areia, abre os olhos e como o primeiro olhar de alguém apaixonado, viu se um brilho diferente. E viu Deus que isso era muito bom e com suas próprias mãos cultivou um jardim a qual chamou de “o jardim das delicias” para que o homem ali habitasse.

Deus amou tanto o homem que não se negou a dar a ele tudo o que o faria feliz. Porém um fruto era exclusivo, propriedade de Deus, e seria dado ao homem no momento oportuno, mas o homem não entendeu assim, e tomou o fruto.

A serpente, ao enganar o homem, deixou a entender que o fato de Deus os ter proibido de comer do fruto, seria porque não os amava verdadeiramente.

Todas as implicações desta história você já conhece, porém, Deus não abriu mão do seu amor pelo homem, mesmo este decidindo deliberadamente, viver por suas próprias forças e condições, e sem ao menos dar a Deus a chance de se explicar.

Então Deus num gesto impulsivo e cheio de coragem, para ter de volta o amor do homem, comete a maior das loucuras: Se esvazia do seu poder e de sua glória, participa da carne e sangue, se faz homem, sujeito as mesmas paixões que nós.

Arriscando sua própria reputação, Ele invade a roseira para reconquistar seu espaço no coração do homem, e sem perceber, é ferido pelos espinhos, ferido de morte, não apenas por um espinho, mas por vários espinhos que querem sufocar seu amor.

O que não passou por nossa cabeça, e ainda hoje não conseguimos entender, por mais esforço que façamos, é que este foi o plano d’Ele desde o inicio, sua morte por amor, apenas isso nos atrairia novamente a Ele, devolvendo aquele brilho apaixonado da primeira vez.

O que nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? (...) Porque eu estou bem certo que de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem as do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor – Paulo aos Romanos 8: 35, 38 e 39.

O amor tem seus próprios espinhos, e todos os outros empecilhos são nada, comparado a força do amor verdadeiro.

Pensei nisso!

sábado, 14 de agosto de 2010

O QUE A IGREJA TEM DE BOM?


Depois de muitos anos nela, fica difícil responder a essa pergunta. Acostumamo-nos com tudo o que ela tem de ruim, e perdemos o encanto pelo que nos atraiu a ela.

Precisamos entender antes de tudo, que há duas igrejas e, infelizmente a que se sobrepõe é a igreja que possui o lado ruim: a igreja institucionalizada, padronizada, eclesiástica, hierarquizada, dogmática, religiosa, amoldada a sistemas humanos.
E foi contra essa igreja que Jesus lutou.

E porque lutou contra ela?

Por que ela separa, pressiona, humilha, impõe leis e estatutos que nem mesmo seus legisladores conseguem suportar. Ela afasta da simplicidade e do amor genuíno a Deus e se fortalece com base no medo e na punição, amaldiçoando aqui e, lançando no inferno após a morte.

E há a igreja que está esquecida, que foi gerada na agonia do Getsêmani e nasceu no último suspiro da cruz.

Uma igreja de comunhão, de igualdade, de perdão, de misericórdia, graça e amor, onde o maior é o que serve, e todos têm tudo em comum. Uma igreja onde todos são aceitos, sem acepção ou pré-conceitos, onde seus dons e talentos são usados em favor do outro e todos sejam honrados da mesma maneira. Uma igreja onde o ser, é mais importante que o ter, onde a simplicidade é uma virtude e o amor é a maior expressão da benção de Deus. Uma igreja onde a única lei vigente seja “a ninguém devais coisa alguma a não ser o amor com que vos amais uns aos outros, porque quem ama ao próximo cumpriu a Lei”. Uma igreja onde todos sejam guiados pelo Espírito Santo e onde a benção seja para todos, assim como o Reino dos céus, aqui e no porvir.

O que a igreja tem de bom?

É difícil responder, por que esta igreja não está no tempo e no espaço, ela é a comunhão de todos aqueles que no passado, no presente e no futuro, reconhecem que SÃO a igreja, o templo de Deus, e que cabe a cada homem SER essa igreja, para si e para o próximo.

O que a igreja tem de bom?

É que ela não está nas mãos de um grupo de super-crentes trancados num templo, mas está no coração de todo aquele que ama a Deus, e que manifesta esse amor expressando-o ao próximo em bondade, amor e graça.

O que a igreja tem de bom?

Aquele que a criou, pois Ele nos atraiu a ela, e tudo o que ela possa ter de bom, vem exclusivamente Dele – Jesus.


Pense nisso!

domingo, 8 de agosto de 2010

LIGHT OF YOUR FACE




A Luz da Tua face

Oh Senhor me abençoe
E me guarde
Pra que Sua face brilhe sobre mim
Senhor tenha misericórdia
Levante a luz do Seu semblante
Dá-me paz

Pois eu vivo somente
Pra ver Tua face
Então brilhe sobre mim

Deixe a luz da Tua face
Brilhar no meu coração
E deixe-me senti-Lo

Light of Your face - Jesus Culture

Album: Comsumed

Composição: Misty Edwards

domingo, 1 de agosto de 2010

Eu disse NÃO!



Eu disse não! Quando tudo o que eu mais queria era dizer sim.
Eu menti para mim mesmo, para me defender de algo que já havia me dominado.
Eu tentei fugir, mas o que eu não percebi, é que estava indo para o lado contrário, quando mais distante fisicamente, mais meu amor aumentava.
A saudade é traiçoeira, te trazia pela manhã e não te levava nem enquanto eu dormia.

Eu beijei outras bocas e abracei outros corpos,
mas na solidão da minha cama era você que eu desejava.
Te encontro em outros rostos, te sinto em outros perfumes, te desejo...
isso sim só você pode satisfazer, te desejo de forma ardente.



Viver longe de você era tudo o que eu dizia querer,
mas é tudo o que eu não consigo fazer.

Sinceramente já não sei mais o que sinto, mas sei que algo ainda sinto.
Arrependimento?

Arrependimento por ter sido covarde e não ter dito o que eu na verdade queria.
Por ter criado um futuro, mesmo não tendo esperança de que ele pudesse ter sido diferente.

Arrependimento?
Sim, por não ter dado oportunidade para o amor.
E hoje estar sentindo apenas dor.

sábado, 31 de julho de 2010

TEMPO


Era um cooperador na igreja que queria apenas ser obreiro, o obreio queria ser diacono para ter a honra de servir a santa-ceia.

Era um diacono queria ser presbitero, e o presbitero queria ser pastor para ter um ponto de pregação e ganhar almas para Jesus.

Era um pastor que queria abrir uma igreja e ter alguns membros, que logo quis ser bispo, ter pastores sob sua ordenança e ter uma mega igreja.

Com o tempo passou a desejar ter várias outras igrejas, ir para o rádio, para a TV e não se contentou mais em ser bispo, queria ser apóstolo e comprar um avião para viajar o mundo levando a "sua" pregação.

Hoje ele não quer ser apenas apóstolo, quer ter autoridade de patriarca, quer ser infalivel e dominar o mundo.


E Jesus?

Jesus quis apenas ser SERVO!
E para ele o tempo não passou, continua sendo servo até hoje.


Pense nisso.


domingo, 25 de julho de 2010

EXAGERADOS


Tudo o que é exagerado não é bom. A Bíblia nos indica várias vezes a sermos moderados, temperantes, pessoas sóbrias e equilibradas em todas as relações das nossas vidas, pois assim não seremos presas fácil para o nosso adversário – 2 Pedro 5:8. Ela nos indica a não sermos demasiadamente justo, nem exageradamente sábios – Eclesiastes 7:16 – nos aconselha a nos vestirmos de maneira adequada, valorizando as virtudes interiores, mais que as roupas e acessórios – 1 Pedro 3:3-4 – e nos adverte a não pensarmos de nós mesmos, mais do que verdadeiramente somos – Romanos 12:3 – e isso é só o começo.


Jesus certa vez disse aos seus discípulos:

Vós sois ao sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa – Mateus 5: 13-15.

Jesus tratou aqui de coisas obvias, se o sal não tem sabor, não serve para nada, não cumpre o seu propósito de dar sabor ao alimento, assim como a lâmpada acesa e escondida, não ilumina ninguém.

Mas não podemos esquecer que se salgarmos uma comida, ela ficará impossível de se comer, e se ao invés de uma lâmpada ligamos um holofote, podemos ofuscar a visão da pessoa, impedido que ela enxergue. A falta e o exagero, em ambos os casos, são prejudiciais, isso indica que tudo tem sua medida certa, seu equilíbrio.

Podemos perceber esse equilíbrio na vida de Jesus que era 100% homem, participante da carne, sangue e sujeito as mesmas paixões que nós – Hebreus 2: 14-18 – mas que não pecou cedendo aos desejos e impulsos da carne, como também era 100% divino pois nele habitava toda a plenitude Divina – Colossenses 2: 9 – e nem por isso destruiu seus adversários quando necessário, agindo pela justiça divina.

Acredito que por este motivo Jesus não simpatizava com os religiosos da época, eles eram desequilibrados em sua espiritualidade, eram exagerados em seu legalismo, e com isso impediam que as demais pessoas se achegassem a Deus. Jesus disse: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando – Mateus 23:13.

Vemos na vida dos discípulos, o Espírito Santo os conduzindo a este equilíbrio, quando mostra em visão a Pedro a vontade de Deus de salvar também os gentios, revelando a ele que aquilo que Deus purificou, não pode ser considerado imundo, e em conseqüência disto muitas famílias dos gentios foram alcançadas e as palavras de Jesus para evangelizar o mundo pode ser realizada.

Mas será que nós discípulos de Jesus entendemos a mensagem por trás da mensagem?

Temos na história do Cristianismo tantas situações desagradáveis pela falta de equilíbrio. Os exageros cometidos pela Inquisição em nome de um zelo doentio por Deus e levou a morte milhões de pessoas inocentes; a cobrança de Indulgências que levou a falência famílias inteiras; a morte na fogueira e em outras formas de tortura, de muitas pessoas que não eram contrárias a Bíblia, mas contrárias a religião dogmática e impositiva, que fechava os olhos para coisas obvias. Mas também percebemos a falta de ação da igreja: Onde ela estava quando milhões de negros foram escravizados e torturados? Quando índios foram dizimados em toda a América? Quando Hitler com seu Nazismo se fortaleceu e destruiu milhares de vidas? Sem contar no Apartheid, Comunismo na China, Guerras Santas e a omissão dela em relação aos padres pedófilos.

Não muito distantes de nós vemos essa guerra entre a falta, o equilíbrio e o exagero: igrejas cheias de dogmas e legalismos afastam e expulsam pessoas impedido a comunhão, outras são tão liberais que mais parecem um clube aquático em dia ensolarado; pastores que se consideram “seres especiais” cometem toda sorte de abuso espiritual e psicológico contra seus seguidores, e pessoas que idolatram seus lideres a ponto de tatuar em seu corpo não somente nomes, mas a imagem destes jurando fidelidade a eles a instituição que representam; estruturas eclesiásticas sendo mantidas na base da imposição exagerada da obrigação do dizimo e da oferta, levando pessoas a entregarem aquilo que não possuem quando o censo informa que a maior parte dos cristãos evangélicos no Brasil, são pessoas de baixa renda, quase na linha da miséria; Pastores sendo presos, acusados de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, compram aviões e mansões no exterior enquanto muitos dos seus seguidores estão desempregados e moram de aluguel; a pregação exagerada da prosperidade a todo custo, da conquista e do triunfo do cristão sobre seus inimigos os não-cristãos, levando as pessoas a se torarem arrogantes, amantes do dinheiro e criando uma competitividade maligna dentro da própria comunidade cristã. Sem falar nas pouquíssimas igrejas que investem seus recursos para melhorar a vida dos pobres e necessitados enquanto mostram na TV o quanto freqüentar determinada igreja pode mudar para melhor a vida de alguém com carros, casas e dinheiro.

Qual o resultado disso tudo?

Aqueles que deveriam dar sabor estão salgando em excesso, e os que querem ser alimentados não conseguem ingerir o cardápio que a igreja tem oferecido, alguns até levam a boca, para logo cuspir e ir beber água em outro lugar, ao invés de beber da Fonte de Águas vivas. Os que deveriam iluminar e mostrar o caminho, querem brilhar tanto que estão ofuscados em sua própria claridade, e com isso ofuscam a visão e impedem que os perdidos enxerguem o caminho, são cegos guiados cegos.

Perdemos completamente o equilíbrio de Cristo que é baseado no amor que perdoa, mas não deixa de dar a correção; que revela a graça, mas age com justiça; que não faz distinção de pessoas, mas conhece os que são verdadeiramente seus.

Voltemos ao equilíbrio, como Paulo pelo Espírito de Deus nos adverte: Ore com o espírito, mas também com a mente, cante com o espírito, mas também cante com a mente – 1 Coríntios 14: 15.

Disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus - Mateus 5:20.


Pense nisso!

domingo, 4 de julho de 2010

PRECISAMOS DE MAIS AMANTES


Deus tem um único posicionamento inflexível com relação a nós: Ele nos ama -Brennan Manning

Quem já ouviu uma mãe dizer “Quem meu filho beija, a minha boca adoça” essa máxima é uma verdade até mesmo no reino animal, e porque não seria também no âmbito espiritual?

A Bíblia diz que Deus amou o mundo e por ele deu o seu único filho, essa foi a maior expressão de amor que pode existir. Ainda hoje, para muitos, é algo difícil de entender com a mente ou razão, conseguimos discerni-la apenas pela fé e espiritualmente.

É fato que Deus amou o mundo “toda a sua criação” incluindo plantas, animais, rios, etc, porque a Bíblia declara enfaticamente que a criação aguarda com ansiedade a manifestação dos filhos de Deus. Mas o que impressiona é a dificuldade das pessoas de entenderem que esse texto fala de “PESSOAS”, porque é fato que plantas, animais, rios, não podem acreditar ou ter fé.

Leia: Porque Deus amou as “pessoas” de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna – João 3:16.

Na última ceia com seus discípulos Jesus declarou: Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei (..) nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

A parábola do Bom Samaritano – Lucas 10: 22-37 - deixa clara a conduta de muitos religiosos que, acreditam que mantendo uma aparência de santidade através da observação de muitos mandamentos, estão amando e adorando a Deus, mas na verdade estão deixando de lado um ponto importantíssimo.

Durante toda a história os homens foram capazes das maiores atrocidades por causa do legalismo cego e da religião, e ainda hoje as pessoas se apegam a vários mandamentos do Antigo Testamento e ainda inventam vários outros, para manter sua aparente religiosidade e dizer que são discípulos de Jesus, quando apenas uma coisa importa: AMAR a Deus e ao próximo.

Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não são dois mandamentos, são mandamentos complementares, um não existe sem o outro. Não posso dizer que amo a Deus se odeio meu irmão, pois o Apostolo João ainda declara que quem não ama, não conhece a Deus.

O Apostolo Paulo é enfático ao declarar que o mandamento é espiritual e nós carnais, e por esse motivo a lei que é boa se tornou morte para nós. Mas quando observamos o novo mandamento, o do AMOR, temos o próprio Deus dentro de nós, e assim cumprimos toda a lei, ele declara em Romanos 13:10 que: O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.

Mas o que é amar?

O mesmo Paulo em sua carta aos cristãos de Corinto descreve que quem ama é: paciente, benigno, não arder em ciúme, não se vangloria, ou se ensoberbece, não se comporta de maneira inconveniente, não procurar apenas os próprios interesses, não é irritante, não guarda mágoas, não se alegra com a injustiça, tudo sofre, tudo crê e tudo suporta – 1 Coríntios 13.

Parece pouco, mas infelizmente preferimos guardar vários mandamentos penosos e que implicam em aparência exterior, do que amar, porque implica em SER, é mudança de essência e comportamento interior.

Foi este o exemplo dado a nós por Jesus Cristo, e por isso ele foi alvo da inveja dos principais religiosos de sua época, culminando em sua morte.

Enquanto a religiosidade discriminava e marginalizava, o amor de Jesus incluía. Enquanto o legalismo matava e envergonhava, a misericórdia de Jesus perdoava e dava novos motivos para viver.

Jesus não teve medo de amar quem quer que fosse, por isso ficou conhecido como “amigo de pecadores”, Ele estava beijando os filhos de Deus, e assim, adoçando à sua boca, e dizia: Só faço o que meu Pai me ordenou fazer.

Se o amor é o cumprimento da Lei, e o fim da Lei é Cristo, amar é ser imitador de Jesus, e ser seu discípulo, conseqüentemente é estar em obediência à vontade de Deus, que é a adoração perfeita.

Lembre o que Jesus disse: Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no Reino de Deus – Mateus 5:20.

Não precisamos de mais legalistas, precisamos de mais AMANTES.

Pense nisso!

domingo, 27 de junho de 2010

PENSANDO EM MARIA


Estive pensando em Maria, uma jovem israelita, que morava em uma pequena cidade rural e pertencia a uma família humilde. Estava namorando um rapaz, quando recebeu uma estranha visita “disse ser de um anjo, o Gabriel” e foi alvo de uma noticia que mudaria completamente sua vida e a colocaria em risco de morte.

O que Maria pensou?
Quais medos ela sentiu?
Será que ela mediu todas as possíveis conseqüências da notícia?
Ela realmente recebeu aquela notícia com tal naturalidade descrita?

Segundo a Lei de Moisés, uma mulher não casada e que tivesse relações sexuais, era condenada a morte por apedrejamento. Como contar a família? O que explicar? Quem acreditaria na loucura de que um anjo disse que estava grávida do Messias? Como encarar o noivo “traído”? Havia hospícios em Israel? Quem pensaria em realizar um teste de virgindade diante de uma barriga de gravidez? Quem levantaria a primeira pedra?

Maria disse apenas: Eis aqui sua serva e ainda teve calma bastante para formular uma pergunta: Como ficarei grávida se não conheço varão?

Aparentemente Deus fez a bagunça e deixou para que a protagonista se virasse com os acontecimentos dos próximos capítulos – o anjo, nunca mais apareceu para Maria.

E se ela resolvesse abortar?

E se após aquela visão, ela tivesse enlouquecido?

E se o pior tivesse acontecido com Maria, e ela fosse apedrejada?

É intrigante o porquê Maria não questionou o anjo sobre como se livraria das fofocas, boatos, do preconceito que sofreria em sua pequena cidade sendo apontada pelas pessoas como adultera, e o que faria se quisessem apedrejá-la?

E este pensar me levou a outros...

Como pequenas coisas mudam o destino de nossas vidas. Pequenas palavras que causam mudanças substanciais. Tempestades feitas com um copo d’água. Algumas tragédias que levam uma pessoa a se erguer como uma fênix, e alcançar uma posição que nunca imaginara. Porque essas coisas acontecem? Porque reagimos a situações iguais, de forma tão distintas? Para uns é força para viver e para outros a morte iminente.

- Como reagir a uma morte repentina?

- O que fazer diante da traição ou do divórcio?

- Como encarar o desemprego próximo a aposentadoria?

- O que esperar diante de um diagnóstico médico desfavorável?

- O que pensar quando um filho diz: Sou gay e te apresenta o namorado(a)?

- Como manter a sanidade diante da falência da empresa que levou anos para construir?

- De onde tirar forças para encarar um filho usuário de drogas, preso por um crime hediondo?

- Será que Deus acredita realmente que somos capazes de ter as atitudes corretas sempre?

Não acredito que Deus seja manipulador da história, pois isso me faria uma marionete em suas mãos, dirigida para onde Ele quer que fosse. E sendo assim, meus acertos e erros não seriam mais meus. Não mereceria nem graça, nem perdão, muito menos condenação. Toda essa história de salvação e evangelho seria apenas mais uma lenda, Deus seria uma farsa.

Porém as mudanças repentinas assombram os homens, não sabemos lidar com elas. Tememos o desconhecido, e aquilo que pode causar dor ou requer de nós desvio de rota sem pensar muito. E o desespero toma conta!

Dizer que apenas as pessoas “sem Deus” se entregam a dor, a loucura, ao desespero e desistem de viver, seria religioso e presunçoso. Conheço história de tantas pessoas não cristãs que passaram por situações tão complicadas e deram a volta por cima, enquanto muitos cristão, desistem de viver na primeira luta, até mesmo homens que tiveram uma história com Deus.

Será mesmo que a reação que temos diante da adversidade está diretamente ligada à religião que professamos? Ou está ligada a fé que temos?

Maria fugiu apressadamente da cidade, para a casa de uma parenta. E quantas pessoas diante de uma situação dessas também fogem, ou mais, acabam com a própria vida. Quantas também encaram o problema de frente, e tomam o desafio como meio de superação.

Qual é o jeito certo? Se está escrito que até Jesus ao perceber que sua hora se aproximava, temeu, fazendo suplicas com forte clamor e lágrimas ao Pai.

Confesso que estas questões me deixam intrigado, mas não a ponto de desacreditar de Deus. Para mim se torna mais evidente, que Ele ama sem interesses, e não faz acepção de pessoas, ele vai ajudar a qualquer um que clamar, mesmo sabendo que após a resolução do problema, pode nunca mais ser acionado de novo ou nem mesmo receber um agradecimento.

O importante para Ele é que tudo corra bem, Ele não tem prazer na morte de ninguém.

Temer, fugir, sofrer, chorar, correr, desesperar, encarar, enfrentar, superar, dar a volta por cima, em alguns momentos andam lado a lado, e são lições para a vida toda.

Citando o poeta Oliver W, Holmes: O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.


Desistir de viver, JAMAIS.


Pense nisso!