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domingo, 27 de janeiro de 2013

VIVER SEM TEMPO



Janeiro, 27, Domingo, dezenove horas e quatro minutos, os segundos, já passaram. E é assim que contamos o tempo, dividindo-o em várias frações, frações estas que como na matemática, são terríveis, angustia para nossa alma.

O passado que não passou, vive nos torturando: Porque fiz isso ou porque deixei de fazer?

O futuro que não chegou e nem chegará, nos tira o sono, deixa-nos preocupados, ansiosos, temerosos. O que será?

E o presente, este que não aproveitamos. Porque será que se chama assim? Presente é pra curtir, desembrulhar fazendo barulho, pra se divertir. Um presente novo é pra fazer esquecer todos os outros já ganhados e não desejar mais nada, apenas que a pilha não acabe.

O tempo marca que estamos envelhecendo, mas não marca as marcas de tudo o que aprendemos, experimentamos e vivemos. O tempo passa, mas não deixa passar as marcas que as tristezas da vida nos deixaram. O tempo corre, o tempo voa, mas não como as panteras ou como os pássaros, com beleza e maestria, ele corre e voa para nos lembrar de que não há tempo.

Já diriam as crianças, tem hora pra tudo, menos hora de brincar. Acabemos então com o tempo!

Viver sem tempo, é dedicar-se ao agora, ao já, até que o sono chegue para fazer do amanhã, hoje - um novo presente.

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