"Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é."
Caetano Veloso
quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
DIVERSIDADE
Calcula-se que existam cerca de
8,7 milhões de espécies de seres vivos, destes apenas 1,2 milhão já foram
formalmente descritas, em sua maioria criaturas terrestres. Imagine então o
tamanho desta diversidade se incluirmos ai rios e oceanos.
A Bíblia é clara em dizer que
tudo o que precisamos saber sobre Deus, isto é, seus atributos e seu poder,
estão impressos nas coisas que foram criadas, em sua beleza e diversidade (Romanos
1:20 paráfrase).
Para quem ama a Deus e, pensando
nesta maravilha que é a criação, acredito eu, seja difícil conviver com o fato
de que existam pessoas que não gostem de outras, justificando o seu desgosto através
de características das quais as outras não podem fazer nada para mudar.
O mau não está no fato de ser
diferente, nem na impossibilidade de mudar, e sim, no sentimento de superioridade
do outro.
Como não amar as belas vozes dos
negros, seus cabelos crespos, a cintura de suas mulheres com seu andar ritmado,
seus dentes mais brancos que os de comercial de creme dental, e a garra que
possuem para vencer adversidades. Quem nunca perguntou para um japonês ou descendente,
se ele conseguia enxergar mesmo com os olhos quase fechados. Quem quando
criança, não imaginou que pessoas com olhos verdes ou azuis, veem o mundo da cor
de seus olhos. Quem nunca teve vontade de saber quem pintou os cabelos de um
ruivo com aquele vermelho incomum.
Impossível não suspirar com
tamanha diversidade e beleza dos seres humanos, conhecidos como a coroa da
criação.
Um fato histórico terrível, é que
por muito tempo, o diferente vem sendo perseguido. Basta olharmos para trás,
quantos povos, quantas tribos, quantas línguas, quanta gente, desapareceu, dizimadas
por culturas que se consideravam superiores. Nem tão longe de nós, podemos
citar o massacre aos povos indígenas não só por parte dos colonizadores, mas
por parte da igreja. A escravidão dos negros, aqui e nos EUA, apoiada por
grande parte da população branca e cristã. Sem falar no holocausto, no apartheid, e na perseguição
histórica às mulheres em várias culturas até hoje.
Infelizmente, o mundo ainda está
impregnado deste sentimento de superioridade, deste racismo, que dita moda,
cria dogmas e diz que o que é diferente é feio, fazendo com que pessoas se
sintam infelizes por serem o que são.
Alimentam indústrias, subnutrem
almas, destroem vidas. Com seus discursos malignos querem acabar com o que de
mais belo há na criação.
Mas, mais uma vez recorro ao Apostolo Paulo, quando diz que “em Cristo, fomos revestidos de um novo homem, segundo a imagem daquele que nos criou, onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; Mas Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3: 10-11).
A diversidade humana não é um
defeito, mas a marca de um Deus criativo, haja vista que ninguém possui a mesma
impressão digital, o mesmo tom de voz ou a mesma íris do olho. Porque não, a
diversidade na sexualidade?
Deus está continho na diversidade de sua criação, e acabar com a diversidade, é tentar acabar com Deus!
domingo, 28 de abril de 2013
A QUEM AMO
Se pudesse dizer a quem amo.
Deixaria de ser sentimento.
E passaria a ser razão.
A mente seria sua casa.
Longe estaria o coração.
Quem sabe assim, teríamos a chance de voltar atrás.
Quando nos fizesse sofrer.
Seria possível do amor se arrepender.
Que tragédia seria viver!
Já pediu para uma grávida explicar.
De onde vem tanto amor pelo filho que ainda não viu?
Ela poderia tentar.
Passaria a mão da barriga e.
Começaria a chorar.
Para por fim dizer:
“Não dá.
Simplesmente amo.
Assim sem pensar.
Sem nenhum pesar.”
O amor é cheio de mistérios.
Triste de quem O tenta explicar.
E infelizes são aqueles.
Que O tentam limitar.
O amor perderia a graça.
Deixaria de ser sentimento.
E passaria a ser razão.
A mente seria sua casa.
Longe estaria o coração.
Quem sabe assim, teríamos a chance de voltar atrás.
Quando nos fizesse sofrer.
Seria possível do amor se arrepender.
Que tragédia seria viver!
Já pediu para uma grávida explicar.
De onde vem tanto amor pelo filho que ainda não viu?
Ela poderia tentar.
Passaria a mão da barriga e.
Começaria a chorar.
Para por fim dizer:
“Não dá.
Simplesmente amo.
Assim sem pensar.
Sem nenhum pesar.”
O amor é cheio de mistérios.
Triste de quem O tenta explicar.
E infelizes são aqueles.
Que O tentam limitar.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
CARTA AOS SÉRIOS
Caros leitores, após algum tempo de reflexão e observação de determinados fatos, decidi expor minha opinião a respeito de um dos principais conflitos desenvolvido em nossa sociedade, o conflito relacionado a religião e a homossexualidade.
Acredito
que todos devem ser levados a sério, TODOS, independente de raça, sexualidade,
gênero, classe social e afins, mas infelizmente, a maioria das pessoas não se
preocupam em carregar e expor suas idéias junto a sabedoria e seriedade que as
mesmas merecem.
No
Brasil, o chamado Ativismo Evangélico tem incendiado muitas igrejas,
vejo pessoas se levantando contra a chamada prática homossexual argumentando que os mesmo irão destruir o conceito de normalidade familiar,
pervertendo nossa sociedade e alienando nossas crianças, vejo Pastores
adjetivados como "de elite", esbravejando ufanicamente que estão sendo
perseguidos, assim como os discípulos de Jesus, mas que não irão baixar a
cabeça, seguirão para a Guerra Santa contra os escarneçedores,
incentivando de maneira indireta a raiva, o preconceito e a valorização do
‘’sentir teleguiado’’ onde as emoções relacionadas a convivência junto ao
diferente são condicionadas em massa, promovendo o chamado "comportamento
de manada" em prol de uma causa, e que por sua vez, acaba cegando a
racionalidade de muitos, e o que é pior, destruindo o conceito de fraternidade,
aceitação e não julgamento, características essas apoiadas e incentivadas pelo
filho de Deus.
Também
me dirijo ao chamado Ativismo Gay, que desenvolveu uma verdadeira militância fiel e sem pudores, onde o protesto por uma causa muitas vezes,
ultrapassa o caráter político esbarrando no conceito de inconveniência e
baderna, onde muitos vão as chamadas ‘’Paradas Gays’’, não para defender ou
comemorar seus direitos, vão apenas para admirar corpos semi-nus, desfilar suas
novas fantasias, causar espanto e desaprovação da maioria desvalorizando
símbolos religiosos entre outros atos que definitivamente não possuem caráter
político algum.
Agora
venho falar sobre os aqueles que estão em cima do muro, não gostam do esbravejamento malafaiano, afirmando que o mesmo serve apenas para
promover o condicionamento das massas evangélicas, ao mesmo tempo, dizem que
respeitam os homossexuais, que cada um vive da forma que quiser, que até
possuem amigos gays, mais que acham errado a idéia do tão engasgado ‘’casamento
gay’’ ou até mesmo do afeto em público, pois iria constranger a maioria.
Bem
Senhoras e Senhores, como demonstrado acima, o Brasil pode ser considerado um
país bem ‘’plural’’ no que diz respeito a ideologias (ou até mesmo, a falta
delas), mas agora, me dirijo aos sérios, pessoas que se comprometem de fato com
suas causas, aos Cristãos que desde pequenos aprenderam que o principal motivo
da vinda de Cristo a terra não foi outro além da disseminação do amor
incondicional. Aqueles que não se preocupam em aceitar, e sim em amar
ao próximo, deixando o primeiro verbo para quem de fato tem autoridade para
isso (se é que de fato ele se preocupa em aceitar ou não alguém também), também
me dirijo aos homossexuais sérios e comprometidos com sua causa, que lutam
pelos direitos de quem passou anos e anos sofrendo dentro do tal ‘’armário’’,
tendo que conviver com toda sorte de ofensas e preconceitos, tendo que agüentar
tudo isso de maneira calada e velada, onde muitos não resistiram e ceifaram a
própria vida, vivendo relações escondidas e incompletas, sem possuir direitos
que outrora deveriam caracterizados como de cunho geral, mas que privilegia
apenas a maioria.
Quero
afimar estes, a todos estes a qual eu classifico como sérios, que a
comunhão de vocês não é impossível, se todos lutarem por uma única causa, onde
a ‘’aceitação’’ ou ‘’respeito religioso’’ se desenvolveriam possuindo o amor
como base, onde ambos cresceriam juntos, aprenderiam juntos e se respeitariam,
sem se preocupar em impor suas idéias um sobre o outro, pois não existe
respeito maior do que amar alguém.
Não
adianta gastar milhões com alegorias, carros de som , fantasias cheias de
plumas e afins, também não resolve-se nada patrocinar cruzadas religiosas,
programas de TV, protestos ‘’hetero-cristãos’’ em prol da família enquanto uma
mãe vê seu filho tirar a própria vida por ser gay ou lésbica, nos levando
a pensar: De quem seria a culpa? Será que ao invés de alimentar uma guerra,
ambos os lados poderiam se abraçar? Sem julgamentos, exclusões ou intolerância.
Talvez,
se isso acontecesse, eu poderia assinar este texto livre de preocupações, pois
Sou
Cristão, de família cristã tradicionalista
Sou
Gay
Sou
Sério.
__________________________________________________________________________
Recebi o texto de um amigo, assim pronto e só me autorizou postar sem o credito de autor.
HLS
sábado, 30 de março de 2013
E SE ALGUÉM ACENDER A LUZ?
“E se alguém acender a luz?”, com
esta pergunta Elienai Cabral Junior, nos leva a reflexões sobre como
reencantar-se com a fé, desiludindo-se com crenças.
Um titulo que nos remete a
quebra de paradigmas, a reforma, ao novo. Basta uma rápida olhada no índice e
você terá uma amostra do que te espera. Com capítulos intitulados de “Porque os
evangélicos são tão crentes, mas tão feios?” e “Só os preconceituosos herdarão
o reino de Deus” você pode esperar por um livro contundente, revolucionário, sensacionalista. Um tratado contra as loucuras evangélicas atuais.
Alguns desavisados poderão julgar o livro pela capa e achar que para se ter um fé renovada, para se reencantar com a fé como propõe o autor, seja necessário jogar fora “tudo” o que já se tenha aprendido, e ainda mais, ter todas as crenças primarias como mera ilusão. Já ouvimos este discurso dias atrás, no inicio do movimento G12 no Brasil. E o que aconteceu? NADA! Acredito que aprofundamos o abismo de heresias em nosso meio.
Mas o livro é mais que isso, alias não é nada disso...
Alguns desavisados poderão julgar o livro pela capa e achar que para se ter um fé renovada, para se reencantar com a fé como propõe o autor, seja necessário jogar fora “tudo” o que já se tenha aprendido, e ainda mais, ter todas as crenças primarias como mera ilusão. Já ouvimos este discurso dias atrás, no inicio do movimento G12 no Brasil. E o que aconteceu? NADA! Acredito que aprofundamos o abismo de heresias em nosso meio.
Mas o livro é mais que isso, alias não é nada disso...
Nas primeiras páginas, me
imaginei lendo uma dissertação de mestrado. Palavras e termos difíceis para o
cristão médio. Cita-se pensadores e elucidam-se argumentos. Mas o que toma
conta do livro é a poesia, nas palavras de Fernando Pessoa, Adélia Prado e
Drummond. Músicos como Chico Buarque, Lenine
e Gilberto Gil fazem parte do que chamo de uma escrita simples, poética e
apaixonada. Concordar com o que se diz, é o mínimo que se pode fazer.
Um capitulo emocionou-me
sobremaneira “Meu pentecostalismo Revisitado” acredito ser este o mais
biográfico do livro: o chamado pastoral ainda na infância, a expulsão do seminário,
as experiências de quem conhece os bastidores do poder evangélico, decepcionante, sim, mas ajudaram-no a escolher o caminho a ser
trilhado.
Assim, Elienai elucida o motivo
da existência deste livro, que, acredite, passa longe de ser um livro revolucionário,
no sentido de apenas confrontar os dogmas, doutrinas, e modo de vida evangélico do momento, e trazer uma nova revelação; também passa longe de ser sensacionalista, aproveitando o momento, para "chutar cachorro morto". O livro é muito mais que isso.
É contundente e revolucionário, por trata-se de um chamado àquilo vemos em Cristo, um chamado ao que é belo, simples e humano, e por isso divino.
É um holofote clareando o interior e revelando a busca por uma espiritualidade sadia.
É contundente e revolucionário, por trata-se de um chamado àquilo vemos em Cristo, um chamado ao que é belo, simples e humano, e por isso divino.
É um holofote clareando o interior e revelando a busca por uma espiritualidade sadia.
E se alguém acender a Luz?
Desiludir-se com crenças, reencantar-se com a fé.
Doxa e Fonte Editorial
181 páginas
Desiludir-se com crenças, reencantar-se com a fé.
Doxa e Fonte Editorial
181 páginas
sexta-feira, 22 de março de 2013
ESTRANHO DESENCONTRO
São Paulo, Segunda-feira, estação
Penha do metrô. Quem viaja com este transporte público sabe bem como são as
segundas-feiras, a situação piora muito em dias chuvosos. E era um dia assim.
Ela costuma pegar o trem vazio
que passa entre as 7h45 e 8h10. Ao olhar para o relógio, percebeu que marcavam
8h20 e não podia chegar atrasada ao trabalho, uma reunião com cliente a
aguardava. Esperou apenas um trem onde houvesse um espaço para se acomoda,
quase impossível em dias como este.
Ele, que tinha fama de atrasado,
entrou no primeiro trem que passou isto, duas estações antes. Estava a procura
de emprego e teria uma entrevista, a vaga era boa e estava muito ansioso.
Não ficaram próximos, estavam em
lados opostos, mas duas estações depois foram obrigados a se encontrar. O empurra-empurra os colocou frente a frente.
Ela envergonhada colocou a
mochila a frente do corpo, como para se defender, mantendo uma distancia
segura. Pensava: “ele é lindo, mas nunca se sabe”. Dava para ver no olhar dela
que estava sem graça. Ele, também colocou a mochila que carregava a frente do
corpo, como que dizendo: “sou um bom rapaz”.
A medida que o trem enchia, mais
se aproximavam, e a situação ficou muito chata. Ele também a achou linda, mas não
tinha coragem de olhá-la. Com a cabeça erguida contemplava o teto, respirava
fundo, então sentia um doce perfume e pensava: “preciso falar com ela”, mas
tinha medo, quando ansioso demais, gaguejava um pouco.
Ela era conhecida como uma menina
forte, decidida, idealista. Dele, os amigos brincavam dizendo que esperava a
princesa chegar num cavalo branco.
E assim, passaram-se 20 minutos
de viagem, desconcertados.
O maquinista anunciou a próxima
estação, era onde ele desembarcaria, ela desceria duas depois. As portas se
abriram e o empurra-empurra recomeçou. Estação Sé, sempre assim.
Ela ficou olhando para ele
enquanto desembarcava, quase extasiada. Ele deu alguns passou, parou, esperou a
multidão passar e olhou para trás. Pela primeira vez seus olhos se cruzaram.
Foram apenas 5 segundos, que parecera uma eternidade. Acordaram com o apito
informando que as portas se fechariam.
Ela abaixou a cabeça e perguntou-se:
“Porque minha mãe sempre me amedrontou para não falar com estranhos?”. Ele,
atrasado, correu para a entrevista, passou, naquele dia, ele não gaguejou.
Dizem que agora, ela não espera
mais o trem vazio, pega o primeiro que passar, sempre as 8h20. Ele faz um
percurso mais longo de ônibus para pegar o trem na estação Penha, mas nunca
mais se encontrara....até hoje.
sábado, 2 de março de 2013
QUERER
Quero um livro para ler.
Quero água pra beber.
E a sombra de uma árvore.
Quero sol, quero brisa.
Quero o cantar dos pássaros.
Quero no tempo um espaço.
Pra te amar sem desespero.
Pra te amar com mais tempero.
Pra te amar e ser amado.
Quero vida pra viver.
Quero ser e também ter.
Tempo de querer e aproveitar.
O
querer que conquistar.
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