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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A RIMA

Eu tentei rimar.
Rimar não consegui.
A rima não veio e nervoso, sorri.
Ri pro mar, remei, nadei, mergulhei.
Mas rima não encontrei.
E submerso em mim mesmo, vasculhei.
Aquilo que poderia me inspirar.
Mas rima não pude encontrar.

Pra onde foi o amor?
Pra onde foi a dor?
Pra onde foi a inspiração pra minha rima?


Uma lágrima rolou, e com ela levou tudo o que eu tinha.
Me levou e secou.
Me secou e meu coração transformou.
Num coração sem amor, sem dor...

Num vazio que não ecoa.
Num silencio que não perdoa.

Que não rima.

domingo, 28 de agosto de 2011

LOVE BY GRACE




Eu não vim aqui para te abandonar,
Eu não vim aqui para perder,
Eu não vim aqui acreditando
Que algum dia ficaria longe de você.
Eu não vim aqui para descobrir
Que há um ponto fraco na minha fé.
Eu fui trazida aqui pelo poder do amor
A graça do amor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EU AMO ASSIM.


Eu te digo "te amo", tudo passa a ser simples e todas as outras coisas se tornam obrigatóriamente possiveis.


O amor de verdade não precisa absolutamente de nada por perto. Sua existencia não depende presenças ou logicas ou motivos recentes. Sua vontade não obedece a ciclos, leis, decretos de reis e consequencias _ se ama sozinho, triste, afagando um travesseiro e ainda assim tendo no peito o maior amor do mundo e pronto.

Às vezes simplesmente se ama abraçando o próprio corpo como se ele fosse um pouco daquele corpo alheio que um dia se fez presente. Às vezes se ama espirrando pequenos jatos de perfume para cime e sentindo aquele aroma tão familiar pousando mansamente de volta às narinas lhe remetendo a um tempo antigo e único.

Às vezes se ama parado olhando rumo ao vazio, é quando cai uma lágrima e não se sente, "morre-se de amor e continua vivo"_ diria Mario Quintana. Às vezes se ama sonhando, seja acordado ou dormindo, alcançando outras dimensões, motivos, praças e pizzas um dia conhecidas.

Se o que quer ouvir é isso, então te digo: 'Te amo!"
E eu sorrio de mim mesmo, pois quem ama é o bobo mais feliz do mundo...e eu sempre soube disso.


Texto do meu amigo Will Lukazi, visite AQUI

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PALAVRAS

Escrito na manhã de 16 de agosto.

Dentro de mim existem palavras.
Palavras que pertencem a você.

Palavras que só você pode ouvir.
Elas teimam em sair.

Querem te encontrar.
Mas você não esta.

Se tento escrever saem do avesso.
E todo amor que existe é transformado em lamento.

Se tento falar nasce um nó na garganta.
Que me sufoca e perco o ar.

Então meu coração aperta.
E a única forma bonita que encontro para me expressar, é chorar.

E choro para desabafar.
E expressar com minhas lágrimas a tristeza que há.
Em ter palavras de amor,
E não poder falar.

sábado, 6 de agosto de 2011

VERBOS


Amei,
amei tanto que me permiti mudar, e mudei.
Mudei o amor que sentia em dor,
para não sofrer com seu desamor, e sonhei.
Sonhei que você também queria, seu olhar dizia, me enganei, chorei.
Chorei as lágrimas da dor, do desamor, e tentei.
Tentei te esquecer, mas isso me fazia sofrer, e deixei.
Deixei o tempo passar, e passou, tanto que te levou.
Levou as lágrimas, a dor, o sonho, o amor e ficou.
Ficou tudo o que este amor mudou, gostei.

domingo, 31 de julho de 2011

MARIO

Sabe o Mario?
Que Mario?
Aquele que te c$%@u atrás do armário.


Dias atrás me lembrei dessa piadinho muito sem graça e machista, mas muito usada nos anos 80 e 90. Não sei, sinceramente, se ela ainda está em uso, espero que não, mas me fez pensar sobre algumas coisas que queria escrever, mas não sabia como.

Nossa cultura machista, sempre privilegiou os garanhões, ouvia muito: “prendam suas cabras, porque meu bode está solto”. Expressão que valoriza a virilidade masculina, o poder e o direito a se divertir sexualmente em detrimento da mulher, quanto mais garotas o tal garanhão pegasse, em mais alto nível na hierarquia machista ele estaria, contabilizar as virgindades-troféus era e ainda hoje é status.

Mario, era um garanhão, pegava todo mundo, era valorizado, tanto que virou piada. Mas porque Mario ficava tão próximo ao armário?

Deixamos passar despercebido, o móvel que escondia as travessuras idolatradas de Mario. Se o que ele fazia era tão valorizado, não havia necessidade de esconder. Concorda?

Enquanto incentivavam seus filhos a tirar sarro dos maricas, dos boiolas, dos afeminados, das mulherzinhas, a sociedade não percebia que colocavam muitos deles dentro do armário, o armário da humilhação, da vergonha, do medo, da solidão.
Armário este que Mario estava sempre por perto.

Você pode até achar que estou forçando a barra, mas a nossa sociedade e sua mania de moralismo hipócrita, que permite e apóia que o homem domine sexualmente as mulheres, valorizando que ele dê suas escapadinhas dentro e fora do casamento e condenam a mulher emancipada e decidida, que busca o prazer sexual sem se prender aos laços de um relacionamento, criou espécies de pessoas em volta do armário. Temos aqueles que estão dentro do armário, aqueles que saíram do armário, e os Marios.

Os que estão dentro do armário, são aqueles que por medo, família, religião, bullying, e muitos outros motivos, não assumem a sua sexualidade. Vivem presos em seu próprio mundo, escondendo-se de si mesmos.

Os que saíram do armário assumiram sua sexualidade sem medo, vivendo os prazeres e os riscos que essa atitude trás, pois ainda vivemos em uma sociedade machista e moralmente doente, mas preferem os riscos, à infelicidade da hipocrisia.

Mas quem são os Marios?

São homens e mulheres que não assumem sua sexualidade, vivem vidas duplas, estão casados, possuem filhos, enganam e se enganam, e para esconder seus desejos, permanecem atrás, porém bem próximos ao armário. Observam quem entram e sai, fazem uso dos que estão dentro do armário e às vezes dos que estão fora, e de certa forma ficam bem com a sociedade. Não percebem que estão muito mais presos do que os que estão dentro ou completamente fora do armário. Estão presos dentro de uma suporta segurança, numa felicidade de mentira, numa moralidade falsa e o que é pior, muitos destes são os primeiros a apontar o dedo em condenação e julgamento aos outros grupos em volta do armário.

Nunca estive dentro do armário, acredito que não deva ser uma sensação agradável, uma vez que é escuro e roupas guardadas por muito tempo não possuem um cheiro agradável, além de que, deve ser muito ruim, ficar escolhendo com que roupa sair todos os dias, com a finalidade esconder aquilo que realmente se quer mostrar. Também nunca fui um Mario, o que deve ser também muito desagradável, viver sempre com a mesma roupa apertada, incômoda e fora de moda.

Bom mesmo é usar roupas leves, confortáveis, que nos permitam movimentar-se com liberdade.

"Porque a verdadeira culpa é, essencialmente, você não ousar ser você mesmo. É o medo do julgamento dos outros que nos impede de sermos nós mesmos, de nos mostrarmos tal como somos, de manifestarmos nossos gostos, desejos e convicções, de nos desenvolvermos, de nos expandirmos segundo a nossa própria natureza, livremente." - Do livro "Culpa e Graça" de Paul Tournier.

Pense nisso!

ILUSÃO / ILUSIÓN - MARISA MONTE




Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer com ela
Não soube o que fazer e ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz