Pages

domingo, 25 de agosto de 2013

PULGA ATRÁS DA ORELHA


"A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego, porque paz sem voz, não é paz, é medo" 
O Rappa

A minha alma está a(R)mada, livro de Sergio Pavarini lançado em 2011, foi tema de uma palestra na Igreja Betesda ZL na noite de 24 de Agosto.

Através de músicas do Pop Rock Nacional, muito humor, gossip gospel, experiência de vida, Bíblia e muito do espirito revolucionário que O conduz, Pava direcionou os aproximadamente 50 jovens que compareceram ao local à uma reflexão sobre o papel do jovem na mudança da Igreja.
 
Com questionamentos, que deixaram a galera muda e com muita bala na agulha disse:
"Somos (nós a igreja) menos relevantes que a sobre de Pedro".
 
Criticou lideranças, a bancada evangélica, o mercado gospel, o preconceito da mídia, a mídia comprada gospel, os preconceitos entre os próprios cristãos de segmentos diferentes, os absurdos do S.M e do M.F.  Mas também mostrou o outro lado, referencias positivas na cristandade, como a Cristolândia (da Igreja Batista) para recuperação de dependentes químicos da região de São Paulo conhecida como Cracolândia, a Visão Mundial com seu programa de apadrinhamento infantil, as ações da ABAB (Igreja que frequenta) entre outros.
 
E assim, colocou a pulga atrás da orelha de quem estava presente.
Disparou: "A culpa do que está ai é minha, é sua, pois não nos engajamos em ações que sejam realmente relevantes para o reino".
 
Citou ainda a presença de algumas igrejas nas manifestações recentes pelo Brasil, os jovens da própria Betesda que dias atrás fizeram um multirão para doação de sangue, mostrando que ainda há esperança, e que podemos fazer a diferença.

No final, fez uma breve oração e sorteou alguns livros.

 
Wagner Batizelli (foto) ganhador de um dos livros e Camila Ribas, ambos cristãos católicos, que compareceram à palestra, saíram impressionados e disseram ter gostado muito do que ouviram. Wagner citou ainda que poderia ter ficado a noite inteira ouvindo as experiências do Pavarini.

Visite o site PavaBlog e saiba onde Pavarini estará nos próximos dias.

DESAFIO

Ouvi certa vez que sou movido a desafios, não acredito que isso seja uma verdade literal. Tenho medo do novo, mudanças bruscas e repentinas me tiram o sono, sofro com a ansiedade.
 
O que não gosto, é ser tirado de incapaz, isso mexe com meu espírito, com meu valor, e darei o máximo que puder para provar para mim mesmo que consigo.
 
E assim começa a historia destas leituras: eu reclamando que precisava aumentar o meu vocabulário em inglês, meu amigo com viagem de intercâmbio marcada e meu aniversário se aproximando.
 
Logo, sem saber o que dar para um ser um tanto quando chato, meu amigo Paulinho (que ainda não voltou do Canadá)  me presenteou com três livros em inglês e me desafiou a lê-los até que ele voltasse da viagem.
 
Para azar dele, e minha sorte, li os três livros recomendados antes mesmo da viagem dele, e já li outros três, em apenas 15 dias da viagem.
 
#PerdeuMané
 
Frankenstein:
Escrito por Mary Shelley quando ela tinha apenas 19 anos - entre 1816 e 1817.
O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório.
O que mais me chamou a atenção no romance, é o contexto atual sobre desejo da fama a qualquer custo, trabalho excessivo esquecendo a família, preconceito, ódio, padrões de beleza e aceitação do outro.
 
Vale a pena a leitura, recomendo.
 
Oliver Twist:
Escrito por Charles Dickens, o romance relata as aventuras e desventuras de um rapaz órfão. É um dos romances onde o autor trata do fenômeno da delinquência provocada pelas condições precárias da sociedade inglesa da época.
Achei um pouco confuso, muitos personagens das quais as motivações na historia não ficam claros o bastante.
 
O livro foi, por diversas vezes, adaptado ao cinema. Destaca-se a adaptação de David Lean de 1948, e a versão de Roman Polanski, lançada nos cinemas em 2005.
 
Não assisti aos filmes, mas espero que sejam menos confusos que o livro.
 
Romeu e Julieta:
Livro clássico da literatura mundial, é uma tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare, sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra.
 
A peça ficou entre as mais populares na época de Shakespeare e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro. Hoje, o relacionamento dos dois jovens é considerado como o arquétipo do amor juvenil.
 
Sinceramente, não gostei, muito dramalhão mexicano, diálogos que de longe retratam a verdade de um romance, ao menos na minha opinião. 
 
Vale mesmo pelo  símbolo que a obra é na história.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

EPITÁFIO

Nunca fui escritor.
O que eu sentia era uma dor no peito.
Que escorria pelos braços
sempre que a caneta estava em minha mão.
Como rio correndo em direção ao mar.

E assim alimentava as mágoas.
Na hemorragia de sentimentos afogava a vida.
E me afogava.

Nunca fui poeta.
O que eu queria era um amor.

E eu o inventava,
O desenhava,
O descrevia,

Com o desejo brincava,
rimava.

Até que decidi ser eu mesmo.
Matando o escritor.
Esquecendo o poeta.
Vivendo,
Sentindo.
Amando.
Você.







domingo, 28 de julho de 2013

AS DIVINAS GERAÇÕES

@saobrabo é assim que Paulo Brabo é conhecido em seu perfil no Twitter.
Se eu o conheço? Não! Pelo que se lê, mora em um monastério, escondido de tudo e todos.
Dizem que lá, até alguns dias não havia nem TV, porém se rendeu aos encantos daquela que outrora era conhecida como a "imagem da besta".

Por que digo isto? Porque Paulo Brabo não é uma celebridade no meio gospel nacional, não se expõe, não dá muitas entrevistas, alias, não dá entrevistas, é um famoso desconhecido. Seus livros, são apanhados de pensamentos do Blog que deu origem e nome ao seu livro "A Bacia das Almas". Livro que me apresentou ao autor.
 
O livro A Bacia das Almas, que li em setembro de 2012, sinceramente, só me atraia pelo titulo e por sua capa, creio que, por isso, demorei alguns meses para decidir comprá-lo, medo de me decepcionar.
Porém fui fisgado pelo seu conteúdo.
 
Conhecer Paulo Brabo de perto passou a ser um desejo, assim como conhecer Rubem Alves, Ricardo Gondim, Sergio Pavarini, e outros. Desejo sincero, nada de tietagem. Desejo de conhecer gente que faz da sabedoria um caminho para trilhar a sua espiritualidade. Gente que aprendeu em Eclesiastes que deve amar a sabedoria.
 
Em seu mais novo livro - AS DIVINAS GERAÇÕES, vendido apenas em e-book, o autor que me impressionou com "A Bacia" e com "Em 6 passos", volta ainda mais picante, provocativo, revolucionário, polemico e contundente. Através de um paralelo sobre a forma grega "versus" a forma romana de pensar, ele expõe pensamentos sobre a relação homem-mulher, homossexualidade, capitalismo, igreja, relacionamentos e muitos outros.
 
Abaixo o vídeo de divulgação do livro.
Recomendadíssimo!! 
 

domingo, 30 de junho de 2013

DIAS MELHORES



Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre

Vivemos esperando
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
Pra sempre.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

DIVERSIDADE

Calcula-se que existam cerca de 8,7 milhões de espécies de seres vivos, destes apenas 1,2 milhão já foram formalmente descritas, em sua maioria criaturas terrestres. Imagine então o tamanho desta diversidade se incluirmos ai rios e oceanos.

A Bíblia é clara em dizer que tudo o que precisamos saber sobre Deus, isto é, seus atributos e seu poder, estão impressos nas coisas que foram criadas, em sua beleza e diversidade (Romanos 1:20 paráfrase).

Para quem ama a Deus e, pensando nesta maravilha que é a criação, acredito eu, seja difícil conviver com o fato de que existam pessoas que não gostem de outras, justificando o seu desgosto através de características das quais as outras não podem fazer nada para mudar.
O mau não está no fato de ser diferente, nem na impossibilidade de mudar, e sim, no sentimento de superioridade do outro.
Como não amar as belas vozes dos negros, seus cabelos crespos, a cintura de suas mulheres com seu andar ritmado, seus dentes mais brancos que os de comercial de creme dental, e a garra que possuem para vencer adversidades. Quem nunca perguntou para um japonês ou descendente, se ele conseguia enxergar mesmo com os olhos quase fechados. Quem quando criança, não imaginou que pessoas com olhos verdes ou azuis, veem o mundo da cor de seus olhos. Quem nunca teve vontade de saber quem pintou os cabelos de um ruivo com aquele vermelho incomum.
Impossível não suspirar com tamanha diversidade e beleza dos seres humanos, conhecidos como a coroa da criação.
Um fato histórico terrível, é que por muito tempo, o diferente vem sendo perseguido. Basta olharmos para trás, quantos povos, quantas tribos, quantas línguas, quanta gente, desapareceu, dizimadas por culturas que se consideravam superiores. Nem tão longe de nós, podemos citar o massacre aos povos indígenas não só por parte dos colonizadores, mas por parte da igreja. A escravidão dos negros, aqui e nos EUA, apoiada por grande parte da população branca e cristã.  Sem falar no holocausto, no apartheid, e na perseguição histórica às mulheres em várias culturas até hoje.
Infelizmente, o mundo ainda está impregnado deste sentimento de superioridade, deste racismo, que dita moda, cria dogmas e diz que o que é diferente é feio, fazendo com que pessoas se sintam infelizes por serem o que são.
Alimentam indústrias, subnutrem almas, destroem vidas. Com seus discursos malignos querem acabar com o que de mais belo há na criação.

Mas, mais uma vez recorro ao Apostolo Paulo, quando diz que “em Cristo, fomos revestidos de um novo homem, segundo a imagem daquele que nos criou, onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; Mas Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3: 10-11).
A diversidade humana não é um defeito, mas a marca de um Deus criativo, haja vista que ninguém possui a mesma impressão digital, o mesmo tom de voz ou a mesma íris do olho. Porque não, a diversidade na sexualidade?

Deus está continho na diversidade de sua criação, e acabar com a diversidade, é tentar acabar com Deus!