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domingo, 5 de dezembro de 2010

SEREI PERFEITO, UMA ABSTRAÇÃO


Serei perfeito, sim serei perfeito!

O mundo já é cheio de imperfeições, não serei mais um, colocarei uma mascára, sairei nas ruas, escondendo o que sou, o que realmente sou.

Você quer o que é estático, monótono, não deixa-me pensar, vibrar, sentir, viver. Metade, quer-me pela metade. Quer viver, mas vive pela metade.


Você quer a beleza, a magreza, a futilidade,
o sexo permitido, o filho nascido, o beijo sem alucinação,
Quer o meu corpo despido de emoção.

Darei-te o que quer, o que procura,
Satisfarás com mentiras, viverás de fantasias, em um baile de ilusões,
Em um chão seguro de areia, em paredes sem construção.

Serei perfeito aos olhos do mundo,
perfeito aos teus olhos, mas estarei morto por dentro.

Seja perfeito! E torne-me escravo da tua perfeição.

Beije-me, abraça-me, toma-me como seu
Em sua perfeição verás que não serei mais eu
E sim uma aberração, uma abstração, um sem noção

Na tua ânsia por perfeição, fez-me imperfeição.


Em parceria com Magaly Monteiro - blog aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

MORE COKE - ONE TIME BLIND





Essa galera é muito boa e fazem um trabalho bancana de ensinar verdades espirituais por meio da dramatização. O que acho espetacular é a forma simples e engraçada de nos fazer pensar, sem peso e acusação.

Quer saber mais acesse:
http://www.onetimeblind.com/
http://twitter.com/#!/onetimeblind

domingo, 28 de novembro de 2010

O DEUS DAS MINORIAS

Há mais de um mês conversava com um amigo sobre o tema “minorias” não me lembro porque iniciamos a conversa, mas em dado momento disse: “Na Bíblia há tantas referencias as minorias, ao cuidado com elas, que não consigo imaginar Deus hoje, após a morte de Jesus por TODOS sendo leviano a ponto de punir e desejar a morte e o inferno para alguém.”


Sei que o assunto tratado na conversa era direcionado a uma minoria em especial e que nestas ultimas semanas voltou às telas da TV com os ataques a homossexuais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não vou mais uma vez abordar a minha opinião sobre o tratamento dado pelos cristãos aos homossexuais, vou apenas expor uma passagem de um dos livros de Philip Yancey que reflete o meu pensamento a respeito: “Aprendi que os cristãos ficam muito irritados com os que cometem pecados diferentes dos seus.”

O termo “minorias” diz respeito a determinado grupo humano e social que esteja em inferioridade numérica em relação a um grupo majoritário e que se caracteriza por aspirar um modo de viver próprio que a distingue do conjunto e que, de certo modo, a põe à parte. Uma minoria pode ser étnica, religiosa, cultural, lingüística ou apenas pessoas que podem estar fora dos padrões culturais estabelecidos e por isso são marginalizados. O termo não indica necessariamente que seus membros sejam perseguidos ou dizimados pelo grupo dominante, embora haja numerosos casos de perseguição a minorias durante toda a história.

Analisando a Bíblia logo em seus primeiros capítulos, podemos perceber o peso colocado sobre mulheres que não podiam engravidar: Saara, Rebeca e Raquel. A cultura da época tratava com indignidade mulheres que não cumpriam “o seu papel”, eram apontadas pela sociedade e tidas como motivo de desonra em sua família, e por isso, seu esposo poderia ter outra mulher.

Mais tarde vemos o povo de Israel escravizado pelos egípcios, a forma mais conhecida de perseguição a minorias. O livro de Êxodo relata que Deus via a aflição do povo e conhecia o seu sofrimento.

É notório que Deus sempre levou a bom termo o tema das minorias, tanto que as mulheres tiveram filhos e o povo foi liberto da escravidão. E ao estabelecer as Leis que regeriam Israel, Ele pede ao povo para lembrar-se da graça que alcançaram, e assim, tratasse com justiça o pobre, aos órfãos, a viúva, ao estrangeiro e aos servos. Todos deveriam ser alvos da mesma graça, e os dispenseiros desta graça deveriam ser os próprios homens.

Os leprosos, cegos, republicanos, simples mulheres, viúvas, prostitutas, órfãos e os pobres foram alvos do ministério de Jesus. Todos estes marginalizados, minorias das quais os religiosos não cuidavam, e por isso foram enfaticamente criticados por Jesus, ele disse: “Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos procedem no reino de Deus” – Mateus 21:31 - Aqueles que deveriam ser os dispenseiros do favor divino foram os que criaram leis e mais leis para subjugar as minorias, criando uma cultura de castas, machista, das quais alguns comentaristas bíblicos dizem que havia uma oração que dizia: “Obrigado porque nasci judeu e não nasci mulher.”

Durante toda a história percebemos que a religião teve grande importância na formação cultural da sociedade, sendo co-responsável por avanços maravilhosos e também por várias situações desagradáveis, ou melhor, desumanas, com àqueles que não se enquadravam em seus ensinamentos, muitas vezes deturpados e desprovidos de revelação e inspiração divina e muito mais pautado em tradições sócio-culturais.

Temos o conhecimento de punimentos de todos os tipos: físicos, psicológicos ou até mesmo penas de morte em nome de Deus e feito pela própria igreja, porém a ordem divina permaneceu a mesma, o Apostolo Tiago escreveu: “A religião pura e sem macula para com nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” [Noto que a preocupação com as minorias vem antes da preocupação com a santidade]

O que dizer da perseguição, escravidão e posterior destruição de sociedades indígenas, da escravidão dos negros, do Holocausto, o Apartheid e a perseguição aos chamados intocáveis na Índia. Onde estava a igreja? Como diz o dito popular: Quem cala, consente!

Mais recentemente e dentro das próprias igrejas podemos citar a discriminação aos divorciados, as mães solteiras e homossexuais. Alguém pode dizer: Mas são pecadores! Porém ecoa sem ser ouvida a voz de Jesus:

”O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar as pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor.” – Lucas 4: 18-19

“Não necessitam de médicos os sãos, mas sim, os doentes. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” – Mateus 9:10-13

O erro da igreja é se calar, colocar-se como julgadora ou como dona absoluta da verdade, ao invés de intervir como dispenseira da graça, manifestando misericórdia e amor, sendo guiada pelo mesmo sentimento de Cristo, o de servir. Se esquecem da exortação do Apostolo Paulo: “Cristo morreu a seu tempo pelo ímpio. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” – Romanos 5:6-8

A igreja precisa olhar para seus erros passados, para acertar seus passos hoje, precisa olhar para Martin Lutther King, Madre Tereza, Gandhi e Nelson Madela. Temos muito que aprender com eles, pois foram dispenseiros da graça de Deus quando a igreja se calou.

Precisamos lembrar que um dia, fomos minoria, e perseguidos sem causa pelo poderio de Roma, e assim cumprir a ordem dada por Deus a Israel: Lembre-se que foram estrangeiros no Egito.

Entendo que o papel da igreja é acolher os que foram “chamados para fora”, como fez o Samaritano, sejam quem for, e em qual situação estiver. Porém enquanto a igreja quiser converter as pessoas e moldá-las a sua própria cultura, não haverá espaço para que Deus transforme os corações e molde as pessoas a sua cultura que é a manifestação do seu amor.

“Ai não se faz mais distinção entre o grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, porque agora o que conta é Cristo, que é tudo em todos.” – Colossenses 3:11


Pense nisso!

domingo, 21 de novembro de 2010

LORD I GIVE YOU MY HEART




This is my desire, to honour You
Lord with all my heart I worship You
all I have within me, I give You praise
all that I adore is in You

Lord I give You my heart
I give You my soul
I live for You alone
Every breath that I take
Every moment I'm awake
Lord have Your way in me.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HÁ UM ANO


“Espero um amor simples, mãos dadas, pés descalços, selinho roubado ao por do sol. Quero um amor inocente, sorvete na praça, flores roubadas do jardim, refrigerante com um canudo só. Desejo um amor ardente, palavras no ouvido, mãos apressadas, respiração que não acompanha o coração. Dançar na chuva, serenata na janela, um bilhete com declaração.”


Ao ler as palavras acima, lembro-me de um comercial da boneca Barbie que dizia ao final: “O sonho de toda menina”, porém, acredito ser este o sonho de todos – homens e mulheres; Sim! Todos querem viver um sonho de amor. Quem não se emocionou com a estória de Tomas J. e Vada no filme “Me primeiro amor” (My Girl – 1991), porém, a vida imita a arte ou vive-versa.

O texto acima foi escrito por um homem comum, que como tantos outros, estuda, trabalha, tem amigos, se diverte, acredita em Deus, vive, e sonha em viver uma história de amor. Ele anseia por aquilo que é belo, virtuoso, inocente, deseja simplesmente um amor, embalado por lindas poesias e canções.

Cristão atuante na igreja desde a infância, pastor – teve durante toda a vida apenas três relacionamentos. Esperava viver o amor que descreve no texto e enquanto ele não vinha, colocava todo este amor a disposição dos amigos e tinha prazer nisso – “amar ao próximo como a si mesmo” - porém, sofria a espera sozinho.

Utopia? Acredito que não.

Há um ano, após negar por outros dois, descobriu estar apaixonado. O amor nasceu de uma amizade sincera, honesta, de cumplicidade, empatia, preocupações, intermináveis conversas ao telefone, gosto pelo mesmo time de futebol, sorrisos e gargalhadas por piadas sem graça – coisas de amigos – o sonho parecia estar se realizando, mas havia um detalhe.
Foi um período difícil – a descoberta, a aceitação, o medo de perder o que já tinha e que era tão bom e a esperança de que pudesse ficar ainda melhor: sonhava com os beijos, abraços e tudo o mais que um amor pode nos dar.

Parecia que ele entraria em depressão, ficou confuso, chorava muito, pois não sabia o que fazer. Na pressão dos pensamentos, da culpa, do medo, da vontade de amar intensamente decidiu contar para o irmão, depois para a mãe.

Melancolia foi o que deu lugar a alegria que tinha. Para não morrer aos poucos, e na ânsia por desabafar e estancar a dor, passou a escrever. Escrevia sobre um amor platônico, dolorido, sofrido e impossível. Palavras belas, mas carregadas de dor. A dor da perda, sim!

Um ano depois, ele ainda sonha, se apaixona, deseja, espera, mas...

Dizem que seu amor é proibido, pecaminoso, quando falam sobre ele colocam a mão na boca, sussurram ao pé do ouvido. Algumas pessoas sentem nojo, ódio, repreendem, discriminam, agem com violência física e psicológica.

Mas tudo o que ele deseja é amar e ser amado. Que mal terrível há nisso?

Dizem que é amaldiçoado, abominável. Já ouviu religiosos dizerem que quem ama assim, não podem ser considerados cidadãos, que temos que manter distância, e alguns mais arredios dizem que Deus reservou para eles o inferno.
Mas Deus é amor, ele acredita, e se questiona: Porque seria contra alguém que quer simplesmente amar?

Ele não encontrou respostas e nem a cura para sua dor, para o medo de novamente se apaixonar e não saber novamente o que fazer. Não sabe se terá forças para resistir ou mesmo para se entregar, mas não desistiu de amar.

Gay? Ele diz que não...apenas um homem que quer amar.

Na dúvida, ele permanece a sonhar, a amar, a sentir intensamente, a sofrer....e diz: É para ter o que escrever por mais um ano.

Homenagem ao amigo que amo tanto.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VONTADE - II



Eu tive vontade....Ah! Sim, tive vontade.
Vontade de mudar, de mostrar ao mundo um outro eu.
Mostrei, me escondi, mascaras usei, tive vontade.

Vontade de xingar, xinguei! Uma vez, um palavrão, vontade.
Vontade de sorrir, sair, curtir, viver.
Vontade de sofrer, me isolar, escrever.

Ah! Sim. Vontade de morrer.
Vontade essa que não alimentei, morreu.



Vontade de chorar, segurei.
A vontade voltou, chorei.
Ah! Sim. Como chorei, um rio de vontades.

Vontade de amar, amar, amar...me apaixonei.
Um homem, sim; uma mulher, talvez.
Simplesmente me entreguei, vontade.

Vontade, vontade, vontade,
Vontade de voltar,
Acertar onde errei,
Errar mais uma vez.

Vontade de acertar,
Ah! Sim. Vontade,
Vontade de avançar, de mudar, correr riscos, inovar.

Vontade, vontade, vontade,
Apenas mais uma...
Vontade.

sábado, 6 de novembro de 2010

ONDE DEUS ESTÁ?

Essa é uma pergunta que intriga a humanidade: Onde está Deus?
Porque ele não se revela? Porque não mostra a cara?

Os religiosos ficam aqui na busca constante de provar sua existência, os ateus em provar sua inexistência e muitos outros nem se preocupam com isso. Caso se mostrasse, todos se renderiam a Ele, e findariam as falsas doutrinas, as falsas religiões, os falsos deuses, muitas perguntas seriam respondidas e o mundo estaria a salvo.

Mas porque parece que Deus tem o prazer de fazer essas confusões? Será que se alegra com a dúvida humana? Seu divertimento são as guerras “santas” que essa dúvida causa? Se ele apenas respondesse essa única pergunta: Onde estás? Certamente faria do mundo um lugar melhor.

Onde está Deus quando acontece um terremoto? Onde está quando milhares morrem de fome ou de AIDS na África? Onde está quando uma criança é violentada em sua inocência? Onde está quando uma mãe está desesperada vendo seu filho morrer num leito de hospital? Porque não se revela nestas horas? Não precisa necessariamente impedir o fato, mas amenizaria a dor. Onde estás? A incerteza de que nos receberá em outro lugar, nos deixa ainda mais desesperados.

Vemos na Bíblia a história de Gideão, um moço pobre e que sofria com seus vizinhos que sempre roubavam a sua plantação, bem perto da época de colheita. Certo dia, ele teve a idéia de colher o fruto antes, evitando assim o assalto. Enquanto guardava a sua colheita, murmurava em seu coração: Onde está Deus? E neste instante um anjo apareceu e o saldou dizendo: Deus é contigo! Então Gideão, indignado logo respondeu: Se o Senhor é comigo, por que me sobrevêm tudo isso? O que é feito de suas maravilhas que nossos pais nos contaram. Porém agora o Senhor nos desamparou. (Juizes 6:11-13)

Desamparados, é este o sentimento que temos, aquele ditado “Cada um por si, e Deus para todos” não nos faz mais efeito, a sensação é de estarmos sozinhos, assim como Gideão.

Porém há muito tempo Deus deixou de intervir diretamente na vida do homem por meio de sinais extraordinários.

Philip Yancey em seu livro “Decepcionado com Deus” discorre sobre a maneira como Deus foi se afastando de manifestações sobrenaturais “espetaculosas”, fica muito claro durante toda a Bíblia que elas não produziam a fé e o amor que Ele tanto queria do homem. Uma das ultimas cartadas de Deus para se revelar ao homem foi por meio de Jesus Cristo, e ainda assim, a Bíblia é enfática quando diz que “não o reconhecemos”.

O verbo se fez carne, habitou entre nós, cheio de graça e verdade, diz o evangelho de João, porém o profeta Isaías revela que nós olhando para ele, não vimos nenhuma beleza que nos atraísse, o rejeitamos e desprezamos como homem de dores, como homem de quem escondemos o rosto com descaso.

Porém, na dispensação da Igreja, é por meio de pessoas que Deus quer se revelar – somos o seu corpo - por meio do Espírito Santo, Deus se faz Emanuel – o Deus conosco.

Deus não está mais no céu ou em um templo em Jerusalém, distante e inacessível, mas dentro de homens imperfeitos, vivendo e se revelando, como o Apóstolo Paulo declara em uma de suas epístolas, é “a excelência do poder, dentro de vasos de barro”.

Deus hoje está, onde há alguém que ama o próximo como a sí mesmo, se revela por meio de atos de misericórdia e compaixão de um homem para com o outro. Sua cara? É a sua cara, a minha cara...são nossos sorrisos, nossas lágrimas, nossos atos.

Como cristãos temos essa responsabilidade: o mundo vê Deus por meio de nós! Somos suas mãos, seu pés, seus olhos, sua voz e principalmente SEU CORAÇÃO.
Não importa para Deus quantas pessoas você levou para o templo, não importa para quantas falou da Bíblia, e sim, para quantas você O revelou, ou melhor, quantas você AMOU, por que Deus é AMOR.

Onde Deus está? Procure na pessoa mais perto de você.


Pense nisso!